Celebração do maestro
O disco Morricone Segreto, recém lançado, procura mostrar um lado do compositor italiano que não é aquele das faixas clássicas dos filmes de faroeste ou dos clássicos de hollywood
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morricone orquestra
Ennio Morricone conduzindo a Orquestra Sinfônica de Budapeste, em 2009 | Foto: AP Photo/Boris Grdanoski

O compositor italiano Ennio Morricone é amplamente conhecido por suas memoráveis trilhas sonoras cinematográficas. Filmes importantíssimos como “A Batalha de Argel”, “Era Uma Vez Na América”, “Sacco e Vanzetti”, “Queimada!”, “Salò ou os 120 Dias de Sodoma”, “1900” e “A Chave” têm a música composta por ele. Com melodias memoráveis e arranjos modernos, Morricone é considerado um dos grandes de sua área.

Sua parceria com o diretor italiano Sergio Leone nos chamados western spaghetti também gerou obras memoráveis, que estão na memória de amantes do cinema de todas as gerações. Melodias como o inconfundível tema de “Era uma vez no Oeste”, com o famoso tema tocado na gaita, ou “O dólar furado”, com a melodia executada em um assobio, da mesma forma que “Por um punhado de dólares” criaram uma identidade sonora eterna para os chamados “filmes de faroeste”.

Morricone faleceu no dia 6 de julho deste ano de 2020, deixando para trás mais de 400 trilhas sonoras compostas e mais de uma centena de peças “absolutas”, compostas para serem executadas sem acompanhar filme algum.

Recentemente, foi lançado o álbum “Morricone Segreto”, que pretende mostrar o “lado B” do italiano. Com trilhas de filmes não tão conhecidos, o disco se mostra uma experiência muito proveitosa para quem quer ir além da experiência de simplesmente relembrar momentos de alguns de seus filmes favoritos através das músicas. O que é interessante é que a criatividade das composições de Morricone era tão grande que a audição do disco é uma experiência completa por si só, independente do fato de as peças terem sido compostas para funcionarem como “música de fundo”.

Temas como Tette e antenne, tetti e gonne nos remetem a um universo sonoro típico dos anos 70. A mistura da bateria e baixo elétrico com instrumentos de orquestra tem uma sonoridade inconfundível desse período. A peça é curta, mas a variedade de temas é bastante grande e o interesse se mantém do começo ao fim, graças à maestria com que Morricone encaixa as mudanças que nela ocorrem.

Sua ligação com a música de vanguarda fica bem evidente na peça de abertura do álbum, chamada Vie-Ni, em que uma cantora repete essa mesma palavra de várias formas diferentes, acompanhada por sonoridades dissonantes, com a utilização de percussão, sons eletrônicos e um piano tocando um acompanhamento aparentemente desconexo. Violinos em pizzicato que parecem quase desafinados contribuem para dar o clima cômico e enigmático da peça.

Psychedelic Mood é uma música que usa instrumentos tipicamente associados ao rock, como guitarra, violão, órgão e baixo elétrico. O solo executado pela guitarra procura demonstrar possibilidades sonoras do instrumentos bastante inusitadas, o que faz jus ao título da faixa.

Em suma, Morricone segreto é uma escuta fundamental para todos que desejam conhecer um novo lado do maestro italiano. O “colorido” e a variedade musical apresentados na escolha das faixas consegue manter o interesse do ouvinte até o final. Além disso, é sempre importante entrar em contato com novas obras para relembrar a importância deste que é um dos maiores compositores de seu estilo da história.

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