FMI
Presidente argentino negocia diminuição da dívida do país com o Fundo Monetário Internacional. Uma política de colaboração com a direita
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Martín Guzman | Reprodução: Twitter

O ministro da Economia argentino Martín Guzman disse, na segunda-feira (09), que o país irá propor “facilidades ampliadas” ao FMI.  A dívida da Argentina com o Fundo Monetário Internacional (FMI) chega a 44 bilhões de dólares.

As negociações devem se iniciar ainda esta semana quando um membro do Governo dos EUA irá ao país latino-americano representando o FMI. A representante será Julie Kozack, vice-diretora para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado norte-americano.

Segundo Guzmán, um programa de ampliação das facilidades daria ao país pelo menos quatro anos e meio para começar a pagar a dívida. Ele disse: “A equipe do FMI e o governo argentino consideram que, nas atuais circunstâncias, esse tipo de programa é a melhor alternativa disponível”.

A política de Alberto Fernandez não é, nem de longe, parecida com a do governo de esquerda anterior de Cristina Kirchner. Fernández foi eleito num contexto diferente dos governos de esquerda anteriores. Assim como López Obrador no México e Luis Arce na Bolívia, são governos de colaboração com a burguesia e o imperialismo.

Vemos aqui que a mera eleição de um indivíduo esquerdista pode significar não uma vitória da esquerda, mas uma vitória da direita que coloca um indivíduo com características esquerdistas, porém com laços com a burguesia. Indivíduos que fazem o papel de conciliação, acalmam as revoltas das massas e dão tempo à direita para retomarem o poder num próximo período.

Alberto Fernández age colaborando com a direita e o imperialismo e adota, praticamente, uma política econômica neo-liberal. Ao negociar a dívida perversa com o imperialismo, Fernández irá aumentar a cobrança de taxas e impostos da população. Mesmo dizendo que não irá cortar gastos públicos, uma negociação dessas com uma organização do imperialismo resultará, automaticamente, numa maior cobrança do povo argentino.

O governo Fernandez é uma amostra do motivo pelo qual a classe operária e a população não devem se iludir com vitórias eleitorais de elementos de esquerda. As vitórias recentes no México, Argentina e Bolívia, por exemplo, foram todas autorizadas pela burguesia, visto que as manifestações de rua estavam ganhando grandes proporções e intensidade.

Nos Estados Unidos o Partido Democrata derrotou o tão temido genocida Trump. Com uma mulher negra de vice, a chapa Biden/Kamala Harris foi pintada como a salvação das minorias e dos oprimidos, quando, na verdade, são representantes das alas imperialistas mais repressivas, opressoras genocidas e golpistas.

Devemos olhar sempre além da máscara, procurando saber sempre o que as pessoas fazem e não o que elas dizem ou o que aparentam ser. Aqui no Brasil há vários possíveis candidatos de “esquerda” autorizados pela burguesia para derrotar Bolsonaro: Ciro Gomes, Luciano Huck, João Doria, para começar a lista. Isso no caso de a burguesia achar necessária a remoção da extrema direita do governo. Vai depender de cálculos e se Bolsonaro consegue amansar sua base raivosa ao mesmo tempo em que realiza com êxito a política econômica da burguesia.

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