Crise capitalista
A Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, registrou queda de 0,6% na economia do bloco no último trimestre. No acumulado, a queda foi de 5% no ano passado.
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Recessão econômica histórica na União Europeia | Reprodução
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Recessão econômica histórica na União Europeia | Reprodução

A agência de estatísticas Eurostat, pertencente à União Europeia, divulgou na terça-feira (16), que a economia da Zona do Euro registrou queda de 0,6% no último trimestre do ano passado em comparação com os três meses anteriores.

Na comparação com o ano de 2019, a queda total foi de 5%. Em certa medida, a queda nos índices econômicos são consequências da pandemia do coronavírus. No quesito desemprego, a taxa oficial em dezembro ficou em 8,3%.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro deve registrar uma contração de 6,8%. No índice da produção industrial, houve  queda de 1,6% no comparativo mensal e 0,8% no comparativo anual. A produção bens de capital, usado para investimentos, caiu 3,1% no mês e na comparação anual, enquanto a produção de bens de consumo não duráveis recuou 0,6% no mês e 3,9% no ano.

A acentuada queda nos índices econômicos da União Europeia (UE) demonstra a crise generalizada da economia capitalista e do imperialismo mundial. Os principais países do bloco imperialista, França e Alemanha, registram recessão econômica significativa.

A pandemia do coronavírus aprofundou a crise que já se manifestava anteriormente na economia capitalista, que tem na União Europeia (formada por 27 países) um dos seus principais centros. Não é fato que a COVID-19 criou a crise, quando na verdade apenas contribuiu para aprofundar a situação.

Nos últimos meses, diversos países decretaram o Lockdown para tentar conter a expansão da pandemia no bloco europeu, que já vive uma 3ª onda. Salta aos olhos a incapacidade dos países imperialistas no sentido de enfrentar a doença e organizar a população. Os sistemas de saúde dos países europeus, mais bem organizados e financiados do que no resto do mundo, não deram conta de enfrentar o problema. A vacinação avança lentamente, muito aquém do que seria necessário para países que concentram uma parcela enorme da riqueza mundial.

O declínio da economia da Zona do Euro é um forte sintoma da queda da economia capitalista em nível mundial. A economia espanhola contraiu 11%. Por sua vez, a França registrou queda de 8,3%. A Itália contraiu 8,8% no ano passado. A principal economia do bloco, a Alemanha, caiu 5%

Ainda no ano de 2019, pior ano da crise financeira, o Bloco Europeu sofreu uma queda de 4,3% e a Zona do Euro de 4,4%. A economia capitalista mundial é incapaz de satisfazer as necessidades fundamentais da população , mesmo nos países industrializados e desenvolvidos.  O crescimento econômico não está nos horizontes, devido às contradições internas do sistema mundial.

O sistema capitalista mostra-se assim em completa decadência. As expectativa econômicas deixam claro que a sociedade burguesa está sendo levada ao abismo, onde a pandemia aprofundou rapidamente este problema.

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