Agora é fascismo? PSTU negava avanço da extrema-direita até o PSDB organizar o #elenão

fora-todos-pstu

Na época da perseguição política intensa ao PT, quando a direita se organizava para atacar sedes de sindicatos, bater em militantes de esquerda, reprimir manifestações e atirar em suas lideranças (mais especificamente, o Lula), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) publicou matéria em seu jornal virtual contradizendo as denúncias dos militantes contra o golpe de que havia uma ofensiva fascista se criando.

O PSTU disse que o petismo estava inventando um pretexto para ser apoiado pelas massas e chamou a denúncia de “caça-fantasmas” para reafirmar que o fascismo não era uma ameaça real. Como era de se esperar, o partido que apoiou o golpe contra Dilma Rousseff, além de diversos golpes no cenário internacional, como na Ucrânia e no Egito, revelou-se mais uma vez como uma cadela do imperialismo; isto é, um partido centrista sem uma posição definida por um programa sólido, que um partido que se diz operário e revolucionário deveria ter.

Acontece que agora, para o partido que não viu fascismo nos atentados à bala contra a caravana do maior líder da América Latina, está se juntando ao coro pequeno-burguês do #EleNão, em uma campanha estimulada pela imprensa golpista e o imperialismo como forma de levar adiante a manobra eleitoral em curso para eleger um candidato bom para os golpistas, como é o caso de Geraldo Alckmin, do PSDB, que liderou o golpe de estado.

Era o esperado… O PSTU apoiando a política do imperialismo. É muito impressionante como o partido fica à reboque da política da direita. Junto com a imprensa burguesa, defendem o #EleNão, apoiam um golpe na Venezuela, atacam Assad, defendem os golpes no Brasil, na Ucrânia e Egito e assim por diante. A política centrista do PSTU junto com o sectarismo, que são as misturas básicas para surgir um grupo com a doutrina de Nahuel Moreno (político argentino que criou o movimento de onde vem o PSTU), já está em um momento em que se deslocou totalmente à direita, e assim como o PSOL, vive totalmente à reboque da direita.

O ataque da extrema-direita contra as organizações e lideranças da classe operária não foi o bastante para o PSTU levantar a bandeira de “luta contra o fascismo”, mas a manobra eleitoral do PSDB sim. Então é perceptível que no primeiro caso, faltava alguma coisa para o partido, um toque mágico para despertar no partido que apoiou o golpe a luta contra a extrema-direita: o chamado do imperialismo.

Agora, ficou ainda mais claro. Tipicamente pequeno-burguês, é normal que o PSTU oscile entre a classe operária e a burguesia. No atual momento as coordenadas políticas do PSTU se encontram na direita de forma explícita. Precisaram da imprensa burguesa para saírem às ruas “lutar contra o fascismo”. Mais uma vez, a frente única PSTU-Imperialismo é formada.