Governantes “científicos”
Para a população pobre e a classe trabalhadora, “aglomeração” para se divertir causa balas de borracha, spray de pimenta e espancamentos
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Bruno Covas no Maracanã, final da Libertadores | Foto: UOL
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Bruno Covas no Maracanã, final da Libertadores | Foto: UOL

Neste sábado (30), aconteceu no estado do Rio de Janeiro, a final da Copa da Libertadores entre Palmeiras e Santos no estádio do Maracanã, a imprensa burguesa afirma que 2,5 mil pessoas foram convidados para o evento. No entanto o comentarista esportivo do UOL, Mauro Cezar, criticou o silêncio dos meios de comunicação em relação a aglomeração e disse que estariam presentes 7 mil pessoas para ver a partida de futebol.

Entre os espectadores presenciais no estádio estava ninguém menos que o prefeito de São Paulo, Bruno Covas. É importante ressaltar que a cidade que governa, está neste final de semana sob fase vermelha por ordem de seu padrinho político João Doria. Nessa fase só é permitido o funcionamento dos serviços essenciais, o que exclui publico em jogos de futebol.

Em uma reportagem do Brasil de Fato que ouviu o Diretor da Torcida Jovem, maior organizada do Santos, Marcelo Caverna, falou sobre a situação das aglomerações em relação as torcidas e as partidas, ainda antes do jogo de sábado. “O pobre está no trem, no ônibus, no metrô, aglomerado, correndo risco 24 horas por dia para trabalhar. Fizemos a nossa parte, tentando evitar aglomeração, mas o Estado não fez a parte dele”, questiona Caverna.

A ida do prefeito de São Paulo ao Maracanã, vai contra tudo o que esses governos direitistas vem pregando, é interessante que eles exigem o isolamento da população, mas eles próprios promovem aglomeração. Será que aglomeração é só permitida para os ricos? Não. Para a classe trabalhadora também é permitido, mas apenas quando for para dar lucro para os patrões. Ou seja, ônibus, metros, vans, dentro das empresas e das fabricas a população deve se aglomerar. No momento de lazer, caso haja aglomeração entre os pobres, a população leva bala de borracha, spray de pimenta e é espancada pela PM sob o pretexto de combater as infecções.

É curioso que na última sexta-feira (29) os tucanos (PSDB) João Doria e o Bruno Covas anunciaram no início da tarde que não haverá feriado de Carnaval neste ano. Informaram que o ponto facultativo da segunda e quarta e o feriado da terça de carnaval serão cancelados através de decretos a serem divulgados. Segundo a dupla de direitistas o cancelamento se deve à “necessidade de evitar aglomerações” sendo, então, os dias 15, 16 e 17 de trabalho normal. Veja o absurdo e a contradição da medida, o povo que deveria ficar em casa nos feriados, isso sim evitaria aglomeração, não será possível.

O povo da cidade e do estado vão ter que se aglomerar nos meios de transportes e nas empresas para trabalhar, porque o o governador do estado junto ao seu pupilo, o prefeito da maior cidade do país, ambos ditos pela imprensa golpista e até mesmo setores da esquerda pequeno burguesa, como governantes “científicos” estão fazendo demagogia com a população dizendo que estariam combatendo o coronavírus.

Em todo momento os governos direitistas que não fizeram absolutamente nada para combater a COvid-19, junto a imprensa capitalista tentam a todo custo, culpar a população pela crise sanitária que passa o país atualmente. Também se ignora a política genocida da volta às aulas que quer lançar 50 milhões de pessoas, em pequenas salas fechadas de escolas sem infra estrutura básica, muitas delas até sem água, o que aumentaria exponencialmente contaminação do vírus, como já foi provado em países da Europa que reabriram suas escolas. A volta as aulas sem vacina é defendida tanto por Doria quanto pelo Covas.

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