Covas impõe escravidão em SP
O prefeito de fascista de São Paulo usa a pandemia de covid de forma cínica para roubar os feriados da classe trabalhadora assim mantendo os lucros dos capitalistas

Por: Redação do Diário Causa Operária

Em mais um ataque aos trabalhadores, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, retira um dos principais direitos conquistados, o dos feriados. Com a desculpa absurda de que impedirá a contaminação, foram cancelados os pontos facultativos dos dias 15 e 16 de fevereiro, segunda e terça de carnaval. Um ponto essencial é que as festas e blocos tradicionais já foram suspensas para evitar aglomerações e portanto a remoção do feriado é apenas uma forma de explorar ainda mais os trabalhadores para garantir os lucros dos capitalistas durante a crise.

Diante da pandemia de Covid que já levou mais de 300 mil brasileiros à morte de acordo com as estimativas conservadoras, e mais de 220 mil de acordo com os números oficiais, nada está sendo feito pelos governos golpistas de Doria, Bolsonaro etc. A vacinação é uma farsa completa que é utilizada apenas como propaganda política, quaisquer possíveis medidas reais de combate ao vírus foram abandonadas há meses (quando já eram aplicadas muito abaixo da necessidade). Só restaram as medidas repressivas que na verdade não são um combate ao vírus e sim um combate à população que tende cada vez mais a se levantar contra seus algozes.

Uma enorme campanha é feita pela burguesia para culpar os trabalhadores por sua contaminação e a esquerda pequeno burguesa repete como um papagaio essas críticas à classe operária. Assim se faz uma vista grossa em relação aos transportes caríssimos e absurdamente lotados que carregam dezenas de milhões de trabalhadores todos os dias com um altíssimo risco de contaminação. Também se ignora a política genocida da volta às aulas que quer lançar 50 milhões de pessoas em pequenas salas fechadas de escolas sem infra estrutura básica, muitas delas ate sem água, o que aumentaria exponencialmente contaminação de covid, como já foi provado em países da Europa que reabriram suas escolas.

Apesar destes absurdos acontecendo todos os dias a vista de todos os eventos que recebem destaque da imprensa burguesa são justamente os momentos de lazer do povo, no Rio de Janeiro se destacam as praias cheias nos fins de semana, ao invés das latas de sardinha que são os trens que levam a população pobre ao subúrbio e a baixada fluminense. Em São Paulo os bares cheios e festas da juventude são constantemente atacados enquanto os metros e ônibus lotados que contaminam milhares todos os dias nas periferias são ignorados. A culpa de toda a pandemia é jogada no lazer da população, que engloba uma população muito menor e muito menos dias da semana.

Este ataque ao povo é usado principalmente para tirar a responsabilidade da burguesia que explora os trabalhadores ao máximo sabendo que isso levará a morte de centenas de milhares. A manobra é voltada para a esquerda pequeno burguesa que ao aderir a frente ampla se alia aos piores inimigo do povo como Dória e seu governo, que é responsável por mais de um quarto do total de mortes por Covid no Brasil. Enquanto isso uma parcela da classe trabalhadora que já sai 5, 6 e até 7 dias por semana considera que após tamanha exploração merece um tempo de lazer, que evidentemente é menos perigoso que todo o tempo no deslocamento e no trabalho.

Essa manobra que inicialmente tinha o objetivo de tirar da burguesia a culpa pela morte de mais de 300mil brasileiras e jogá-la no povo agora é utilizado para mais um propósito, intensificar a exploração dos trabalhadores. O carnaval já esta cancelado em São Paulo, os feriados seriam como qualquer fim de semana normal, sem grandes festas, não está nem claro que dois dias de bloco a céu aberto em que uma pequena parcela da população participa seja pior do que dois dias de trabalho de milhões na cidade. Mas o interesse da burguesia não é e nunca foi a saúde da classe trabalhadora, o seu interesse é apenas nos lucros, estes que podem crescer mais quanto menos feriados tiverem no ano, esta ai o motivo real por trás do cancelamento dos pontos facultativos.

Ante a gigantesca crise do capitalismo que se intensificou em 2020 e pode se tornar a pior da história, o imperialismo quer retirar todos os direitos dos trabalhadores incluindo o próprio direito ao descanso. O prefeito fascista do PSDB, representante dos monopólios imperialistas, tem como programa colocar o povo para trabalhar até morrer, de cansaço, de fome ou de doença, é preciso denunciar esta manobra da burguesia. Conforme se desenvolvem as forças produtivas o povo deveria trabalhar cada vez menos, e ante a pandemia de covid isso se torna mais que uma necessidade.

É preciso lutar não só para que todos os feriados sejam garantidos mas para que a classe operária como um todo trabalhe menos durante a pandemia. Não só isso como para se combater o gigantesco desemprego gerado pelo regime golpista é preciso uma campanha pela redução da jornada de trabalho para 35h semanais, que todos trabalhem menos para que todos possam trabalhar, assim se combate não só o desemprego como também, a miséria a fome e até o covid-19. A luta pelas medidas de combate a pandemia assim como pela redução da jornada de trabalho deve ser unificada com a luta contra o golpe de Estado, pela derrubada de Bolsonaro e todos os golpistas e por novas eleições com Lula candidato.

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