Liberdade de expressão?
O episódio mostra que a imprensa capitalista internacional sempre está a serviço do imperialismo para defender seus interesses econômicos.
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Edifício da Reuters em NY-EUA. | Foto: Rian Castillo/Reprodução

O pronunciamento do presidente de Cuba Miguel Díaz-Canel durante a 75ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas acabou sendo censurado por grandes conglomerados de imprensa com sede na América do Norte.

Canel foi um dos primeiros mandatários a discursar e chamou a atenção para destacar a atuação vitoriosa de Cuba durante a pandemia e seus ganhos sociais e políticos mesmo abaixo de um bloqueio econômico interminável por parte dos Estados Unidos que impede o país até de comprar combustível para sua demanda interna.

Quando o presidente cubano discursava ao mundo sobre diferentes temas e iniciava suas críticas aos Estados Unidos e a atuação deste país no cenário geopolítico global, mencionando as agressivas tentativas de desestabilização de governos não alinhados aos norte-americanos, APTN, Reuters e a Associated Press simplesmente cortaram a transmissão da fala do chefe de Estado.

“Mais de 1,9 biliões de dólares são malbaratados hoje, em uma insensata corrida armamentista, sustentada na política agressiva e belicista do imperialismo, cujo máximo expoente é o atual governo dos Estados Unidos, responsável por 38% do gasto militar global.

Falamos de um regime notavelmente agressivo e moralmente corrupto, que despreza e ataca o multilateralismo, emprega a chantagem financeira na sua relação com as agências do sistema das Nações Unidas e, com uma prepotência nunca antes vista, retira-se da Organização Mundial da Saúde, da Unesco e do Conselho de Direitos Humanos”, diz um trecho da fala cortada de Canel e que pode ser vista abaixo.

Imprensa capitalista

A Aboriginal Peoples Television Network (APTN) é um canal de especialidades canadense. Fundada em 1992 com o apoio do governo para transmitir nos territórios do norte do Canadá, desde 1999, a APTN possui uma licença de transmissão nacional.

A Thomson Reuters é uma empresa multinacional de meios de comunicação e informação fundada em Toronto (Canadá), fruto da aquisição da britânica Reuters pela canadense Thomson Corporation em Abril de 2008 por £ 8,7 bilhões. Atualmente, o maior acionista é The Woodbridge Company, uma holding da família Thomson.

A sede da Thomson Reuters está situada na cidade de Nova York (EUA). Aproximadamente 53 mil funcionários espalhados pelo mundo trabalham para a empresa. As ações da Thomson Reuters são negociadas nas bolsas de valores de Nova York e Toronto.

A Associated Press é uma agência de notícias fundada em maio de 1846 na forma de uma cooperativa cujos proprietários são os jornais e estações de rádio e televisão norte-americanas que contribuem para a Associated Press.

O curioso neste episódio da censura ao presidente cubano é justamente a hipocrisia dos grandes meios de comunicação capitalistas que acusam diariamente países soberanos como Cuba, Venezuela, Irã, Coreia do Norte etc. de serem locais onde não há liberdade de expressão enquanto ela própria é quem mais faz esse tipo de manobra antidemocrática.

Essa dualidade moral como bem destacou o próprio Canel, evidencia o caráter censurador da imprensa capitalista internacional que se coloca a serviço do imperialismo para defender seus interesses econômicos.

Manipulação local

No Brasil a parcialidade da Reuters ficou conhecida em 2015 pela publicação de uma entrevista com ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso onde o editorial do jornal esqueceu-se de apagar uma anotação que dizia: “Podemos tirar, se achar melhor”. A frase acoplada a um parágrafo repercutia uma afirmação de um dos delatores da criminosa operação Lava Jato que afirmava que os desvios na Petrobrás teriam começado nos governos do PSDB.

O texto da Reuters era assinado por um jornalista norte-americano chamado Brian Winter que junto com o próprio FHC, era autor do livro O Improvável Presidente do Brasil, uma espécie de registro de recordações do ex-presidente tucano, lançado em 2013.

Nas redes sociais na época, o lapso da Reuters foi apontado como uma prova da blindagem que grandes veículos de imprensa dão a partidos políticos de direita e de como a imprensa capitalista manipula a informação que chega até a população para assim formar uma opinião pública favorável aos interesses da burguesia.

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