Agência Nacional do Petróleo anuncia o golpe nos caminhoneiros: combustível vai aumentar várias vezes no mês

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Quinta-feira (19), a Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou que não haverá periodicidade mínima para o aumento dos preços dos combustíveis. Depois do golpe de Estado que derrubou Dilma Rousseff, a direita modificou a forma de se estabelecer os preços. O valor passou a ser definido de acordo com o mercado estrangeiro, pela cotação do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional. Essa política é muito elogiada nos jornais burgueses em nome dos “investidores”, mas foi o que levou ao aumento vertiginoso dos combustíveis desde o golpe de Estado.

Ironicamente, quando anunciaram a mudança na formação de preços, os golpistas prometiam que a gasolina e o diesel ficariam mais baratos. Os aumentos diários do diesel antes da greve dos caminhoneiros em maio foram justamente o estopim para que a greve começasse. O anúncio da ANP de que os preços continuarão aumentado todos os dias se o mercado ditar assim soa como uma temerária provocação. Um retrato do que tem sido o governo da direita golpista. Nos 12 meses que antecederam a greve, o diesel aumentou mais de 15%, cinco vezes a inflação oficial, o que tornou inviável a própria profissão de caminhoneiro, obrigando os motoristas a arcarem como prejuízos para realizarem o transporte das mercadorias.

Além de prometer o aumento descontrolado dos preços, a ANP também defendeu o “aumento da concorrência no refino” dentro do Brasil. Ou seja, que empresas estrangeiras venham competir diretamente com a Petrobras. A promessa também seria de que assim os preços caíssem, no entanto, essa política entreguista acabaria beneficiando monopólios imperialistas que no final das contas fariam com o preços o que quisessem. Como o governo brasileiro foi tomado por capachos, esse é exatamente o desfecho que o imperialismo espera.

Por isso é preciso lutar contra o golpe antes que a direita termine de destruir o país, esmagando os trabalhadores, atacando suas condições de vida e entregando as riquezas nacionais em benefício dos grandes monopólios econômicos internacionais.