África: ciclone em Moçambique pode ter deixado mais de mil mortos

Mozambique Cyclone

Da redação – O ciclone Idai passou pelo hemisférios sul da África, ontem (19/03), deixando Moçambique, Zimbabwe e Malauí em situação crítica. Até agora são centenas de mortos e desaparecidos. O ciclone derrubou casas, hospitais, estradas, escolas e assim por diante. Uma devastação completa de algumas cidades.

Foram avistados corpos boiando em rios e houve enchentes, deslizamentos, e desabamentos provocados pelo ciclone, que teriam atingido mais de 600 mil pessoas. A ONG Save the Children fez um levantamento aéreo, mostrando que cerca de 50Km de terra está submersa na água, pois o rio Buzi transbordou, localizado na província de Sofala.

Ainda segundo a ONG, a cidade com o mesmo nome do rio pode ficar mais de 24 horas submersa, um grave problema para as milhares de crianças, idosos e outros cidadãos.

O ciclone Idai foi originado na costa leste de Moçambique, no início deste mês, e foi ganhando força com o decorrer do tempo, à medida em que se aproximava do continente.

O presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, revelou em entrevista que mais de 1000 pessoas podem ter morrido por causa do ciclone, que ele caracterizou como um “verdadeiro desastre humanitário”. A contagem oficial está em torno de 85 mortos. Ainda segundo o governo, cerca de 100 mil pessoas precisariam ser resgatadas.

Moçambique, que foi o primeiro país a ser atingido pelo ciclone, está com a cidade Beira, segunda maior do país, está quase totalmente destruída. Com queda de árvores e telhados, mais de mil pessoas ficaram feridas. Alberto Mondlane, governador de Sofasa, denunciou que “quase tudo foi afetado pela calamidade”.

“As pessoas estão sofrendo, algumas estão em cima de árvores precisando desesperadamente de ajuda.”

Mais informações no Diário da Causa Operária Online.