Advogados direitistas atacam o direito ao aborto

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Em documento aprovado pela Comissão de Direitos Humanos do Instituto de Advogados de São Paulo, a prática de aborto foi considerada como assassinato. Com as declarações feitas no documento redigido pela comissão, demonstra que desde então o instituto se colocou como inimigo número um das mulheres, uma vez que dão respaldo a sua criminalização. O instituto que fora criado em 1874, tem por finalidade o aprimoramento do estudo e da prática jurídica, mas o que fica claro com esse fato, está no posicionamento do instituto totalmente contrário àquilo que prega e que vai fortemente contra a garantia de direitos fundamentais das mulheres, como o aborto.

Com figuras associadas ao instituto como, Ricardo Lewandowsk, muito expresso fica o objetivo do instituto, senão o ataque contra as mulheres. O documento em questão, aprovado no dia 13 de agosto, foi enviado a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Rosa Weber, que no início do mês de agosto precedia audiências públicas com relação a descriminalização do aborto até a 12ª de gestação no país. Fato é, que de maneira muito aberta os membros da comissão de direitos humanos do instituto se colocam frontalmente contra os direitos das mulheres, com a afirmação principal de que a realização do aborto é um assassinato, enquanto milhares de mulheres morrem anualmente por complicações ao realizarem o aborto em clínicas clandestinas, que não lhe oferecem o devido tratamento como seriam garantidos com a legalização.

O avanço da direita em relação aos setores minoritários tem cada vez mais se acentuado, por isso a luta da  mulher está atrelada diretamente contra a direita, sendo ela um fator principal na opressão das mulheres, é a mesma que impede a criação de leis que amparem as mulheres, como seria a legalização do aborto, mas que finalmente é a grande responsável pela criação de mais leis repressivas, principalmente contra as mulheres e a população pobre de conjunto.

Mais uma vez fica claro, que a luta das mulheres não deve se basear nas instituições golpistas, e contra aqueles que as representam. Somente o movimento de mulheres por elas mesmas, será capaz de conquistar direitos arrancados pela direita golpista que hoje levanta a cabeça, é preciso mobilizar diante de uma política verdadeiramente revolucionária que de fato irá emancipar as mulheres.