Acusados em 1ª instância: direita fabrica processo para dizer que governos petistas eram organizações criminosas

Evidenciando a intensificação da perseguição da ditadura do judiciário golpista contra não só o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também contra todo o PT, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu enviar para a primeira instância as denúncias contra todos os investigados no inquérito que acusa o PT  de organização criminosa, denominado pela direita de “quadrilhão do PT”, que não detenham foro privilegiado.

De fora ficaram apenas a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann e ex-ministro Paulo Bernardo, do Paraná, ambos acusados, sem provas, de atuar em conjunto com a esposa, que continuarão respondendo ao processo no próprio STF.

Dessa forma, as denúncias contra os ex-presidente Lula e Dilma Rousseff, passam, portanto, a serem investigadas na Justiça Federal do Distrito Federal. A denuncia foi apresentada pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e acusa – de forma totalmente arbitrária –  os ex-presidentes de liderarem, durante seus governos, uma organização criminosa que teria lesado a Petrobras, com base em delações subtraídas de acusados que foram premiados pelas acusações contra o PT.

A operação contra o PT que vai para a Justiça do DF inclui, também, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, os ex-ministros Antonio Palocci, Erenice Guerra, Guido Mantega e Ricardo Berzoini, o ex-chefe de gabinete Gilles Azevedo, o ex-senador Delcídio do Amaral (MS), o ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto e o empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente. Constitui uma clara declaração de guerra contra o partido, ameaçando, inclusive, sua sobrevivência legal, ao acusar o partido de “organização criminosa”.

Evidencia que da parte da ditadura do judiciário não há tréguas e que os ataques não vão parar em Lula e que não haverá acordo com a direita no interior da justiça e outras instituições dominadas pelos golpistas à serviço do grande capital. E que só uma mobilização revolucionária – e não as eleições fraudulentas que os golpistas preparam – pode abrir uma perspectiva real para os explorados e suas organizações.