Perseguição política
O ex-presidente da República da Bolívia foi acusado durante as eleições de estupro pela direita; além da direita expor uma garota, a campanha foi usada para tornar Evo ilegal
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Evo Morales, perseguido e ainda exilado de seu próprio país | Foto: Reprodução

Antes das eleições que se sucederam neste domingo (11/10), o ex-presidente da Bolívia Evo Morales foi acusado de estupro pelo governo provisório de Janine Añez. As acusações se sucederam juntamente com uma campanha intensa da imprensa golpista boliviana que atacou duramente o presidente golpeado. Toda campanha seguiu-se juntamente com os grupos da direita golpista, tanto da direita tradicional representada pelo Carlos Mesa, quanto da extrema-direita fascista representado pelo Camacho. Eles reivindicaram que Evo Morales não retornasse ao país, do seu exílio na Argentina, para fazer campanha eleitoral para o candidato do MAS em seu lugar de origem.  

Toda campanha era fundamentada em um julgamento-farsa com base em um “vazamento”, com supostas fotos, passagens compradas, mensagens de textos com uma garota que, nesse momento, era uma menor de idade. Toda essa maquinaria de propaganda não se resumiu as caixas pretas do judiciário, que na Bolívia também é extremamente golpista. A peça fundamental da campanha foi a imprensa burguesia que se valeu de métodos extremamente sórdidos. Durante a campanha para manter Evo isolado no exílio, a campanha burguesa fez suas gigantescas reportagens sobre o caso. E aqui vale um relato minucioso da situação.  

Durante o lançamento da acusação, essa imprensa burguesa fez algo que não é inédito, que é uma verdadeira máquina de pressão de seu alvo e de todos ao seu redor. O objetivo de uma campanha sórdida como essa é não defender a mulher que foi, supostamente, violentada. Mas esmagar pela pressão, por uma campanha feroz, um inimigo político, nesse caso Evo Morales, o candidato proscrito da Bolívia, inclusive no próprio território do país. Uma prova muito contundente de que a imprensa estava se valendo do “fato”, muito provavelmente fabricado, é ter violentado a menina expondo-a a um constrangimento gigantesco. Afinal, seu nome, idade e endereço foram totalmente expostos pela polícia à imprensa burguesa. Gerando um assédio de todos os grupos de direita não só a Evo, o alvo da perseguição, como também a garota que teve que mudar de endereço algumas vezes desde então.   

Além da acusação de valer de um processo aberto e arquivado em 2015, toda direita com uma campanha moral assediou, e dessa vez de fato, uma garota que tem apenas 19 anos. Toda população da Bolívia conhece a garota como uma estuprada, no meio de um escândalo nacional com um ex-presidente da República. Sem contar os assédios da própria polícia, que buscou pressionar a garota para assinar termos que “comprovavam” que ela se relacionara com Evo. O que mostra todo caráter fraudulento da operação, se segundo a imprensa burguesa sobravam provas, para que isso? Se isso é defender a mulher, o que seria então atacá-la? É óbvio que essa tentativa escusa, que desvia o problema e esmaga a garota para fazer propaganda contra a esquerda, não passa nem perto de defende-la. É única e exclusivamente para atacar Evo, para fazer valer os objetivos políticos da direita e da burguesia. Que eram, a princípio, proscrever toda esquerda do regime político para aprofundar o golpe de Estado.  

Toda operação, nesse sentido, foi feita apenas para exilar Evo não só da Bolívia, como da participação de toda e qualquer maneira do regime político e do desenvolvimento da situação boliviana. Foi mais uma campanha sórdida da direita e de toda burguesia para proscrever toda sua influência do regime político. Mesmo se mostrando insuficiente para suprimir a liderança política de Evo, o caso evidencia a campanha política que é feita pela burguesia com pretextos de ordem moral e fabricação de escândalos para perseguir, ainda mais, os inimigos políticos do regime burguês. 

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