Acordo salarial dos bancários do BNDES reduz direitos

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No último dia 21 de setembro, em assembleia da categoria, trabalhadores do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) aprovaram acordo que retira direitos históricos, conquistados através anos de lutas dos bancários.

Os trabalhadores do BNDES  vinham dando demonstrações de que não tinham nenhum interesse em fechar um acordo com os prepostos do governo golpista de Michel Temer à frente do banco. Os banqueiros propuseram, nesta campanha salarial, retirar direitos dos funcionários. Foram várias as mobilizações realizadas pelos bancários, fazendo que a direção do banco retrocedesse em alguns pontos, tais como, a cláusula de proteção contra a despedida arbitrária ou sem justa causa e a de licença por inaptidão temporária.

A tendência de luta na categoria era muito forte, nessa campanha, para que não houvesse retirada de direitos dos trabalhadores conquistados ao longo de décadas de lutas, conforme anunciado pelas próprias direções do movimento: “sucesso da mobilização dos empregados obriga BNDES a recuar”, era o título da matéria na qual se dizia que “a grande mobilização dos funcionários do Sistema BNDES fez o banco recuar, nesta terça-feira (11), em sua proposta de alterar a cláusula de ‘proteção contra despedida arbitrária ou sem justa causa’ em vigor desde 1992, após o trauma das demissões do governo Collor”, e continuava, “enquanto a Comissão de Negociação resistia em mesa à retirada de direitos, os empregados lotavam o térreo do Edserj numa demonstração de força e resistência“. (site Contraf/Cut 11/09/2018)

A aceitação do acordo, por parte dos trabalhadores, contou com o apoio das direções sindicais, que na atual etapa de crise política da burguesia, se encontram em uma profunda confusão. Ao contrário da análise de que a direita está com a faca e o queijo na mão no processo de golpe de Estado, não conseguem enxergar que a situação de crise da burguesia é gigantesca, pressionada pela situação da evolução da situação à esquerda, conforme demonstrado com a enorme revolta e rejeição popular contra o golpe, verificada ao gigantesco apoio ao ex-presidente Lula, que, segundo as pesquisas ganharia a eleição já no primeiro turno, se os golpistas não tivessem impugnado a sua candidatura em um processo farsa completamente arbitrário e ilegal.

É necessário ter bem claro que a tentativa de liquidação do BNDES é parte da lista de ataques às empresas estatais feita pela direita golpista, tal qual vem acontecendo com a Petrobras, através da famigerada operação Lava Jato; com a Eletrobras que está em vias de ser entregue para capitalistas estrangeiros; com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, que passam por um processo de “reestruturação” onde estão sendo fechados dezenas de milhares de postos de trabalho e centenas de agências. A retirada de direitos na campanha salarial dos trabalhadores do BNDES é parte dessa política de sucateamento e  privatização.

Somente a luta contra o golpe, através de gigantescas mobilizações, pode barrar a ofensiva da direita golpista e todas as suas medidas de terra arrasada contra os trabalhadores e toda a população.