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Ditadura contra o povo
ACM Neto vai impor “estado de sítio” na periferia de Salvador
ACM Neto quer impor uma ditadura nos bairros pobres da cidade de Salvador sob a justificativa de combate ao coronavírus, mas todos sabem que é para evitar uma explosão social
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Ditadura contra o povo
ACM Neto vai impor “estado de sítio” na periferia de Salvador
ACM Neto quer impor uma ditadura nos bairros pobres da cidade de Salvador sob a justificativa de combate ao coronavírus, mas todos sabem que é para evitar uma explosão social
ACM Neto em coletiva de imprensa. imagem: reprodução.
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ACM Neto em coletiva de imprensa. imagem: reprodução.
Da redação

O prefeito da direita golpista de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto está caminhando para impor uma verdadeira ditadura aberta contra a população negra e pobre da cidade. ACM Neto anunciou neste dia 22/05 que novos bairros de Salvador, capital da Bahia, terão medidas mais duras contra a circulação da população sob o argumento de conter o coronavírus.

A medida poderia enganar as pessoas mais ingênuas ou influenciadas pela propaganda da imprensa burguesa, mas quando observamos os bairros que estão sob essa política de “lockdown” disfarçado fica evidente que é uma perseguição contra a população pobre e trabalhadora. Os bairros que estão com medidas restritivas ou que já passaram por essa situação são todos bairros da periferia, pobres ou com grande comércio popular e informal. São eles, Bonfim, Cosme de Farias, Brotas, Liberdade, Lobato, Plataforma, Pituba, Boca do Rio e Avenida Joana Angélica.

Os bairros Bonfim, Cosme de Farias, Liberdade, Lobato, Boca do Rio e Plataforma são bairros da periferia extremamente pobres e com maioria esmagadora de negros. Sofrem constantemente com as ações violentas das forças de repressão do estado.

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A Pituba e Brotas possuem bolsões de classe média, mas com grande população de pobres e Avenida Joana Angélica é no centro antigo da cidade com grande concentração do comércio informal que é o ganha pão de grande parte da população pobre de Salvador.

Essas medidas de restrição têm que ser denunciadas não como combate ao coronavírus, mas como repressão da população pobre e trabalhadora. Isso porque a burguesia sabe da possibilidade de um levante da população diante do aumento da pobreza em decorrência da crise econômica e sanitária agravada pela coronavírus. Um bom exemplo foi a Procuradoria de Direitos Humanos alertando o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) sobre o risco iminente de “graves distúrbios” na capital paulista em função do agravamento da pandemia da Covid-19 e colocando diversas medidas para evitar essa situação. Tanto é assim que não existe outra medida séria de controle e combate ao vírus como paralisação de todas as empresas, realização de testes em massa, distribuição de máscaras e álcool gel para a população, contratação de trabalhadores da saúde ou de ampliação da frota do transporte público.

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A burguesia sabe que a periferia de Salvador é um barril de pólvora e que essa crise está para causar uma explosão social. Sabendo disso,  começa a ensaiar medidas ditatoriais contra o povo para depois aplicar o chamado “lockdown”, que nada mais é o Estado de Sítio da direita contra o povo. E não é por acaso que isso ocorre nos bairros pobres.

A esquerda não pode defender as medidas ditatoriais colocadas pela direita porque isso irá ser utilizado contra a população na medida que a crise se agrava e a população organiza manifestações contra demissões, cortes de salários, violência policial, fome e a falta de atendimento a saúde.

É preciso denunciar essas medidas e a preparação de um estado de sítio contra os trabalhadores.

 



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