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Corte de gastos = desemprego
Acionistas de grandes bancos aumentaram lucros em 26% em 2019
Segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), no fim de 2019, a taxa de desemprego no Brasil foi de 12,1%. Enquanto isso, bancos privados aumentam seus lucros.
Itaú mendigos
Corte de gastos = desemprego
Acionistas de grandes bancos aumentaram lucros em 26% em 2019
Segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho), no fim de 2019, a taxa de desemprego no Brasil foi de 12,1%. Enquanto isso, bancos privados aumentam seus lucros.
Bancos com lucros astronômicos, capatazes do sistema de repressão, miséria da população.
Itaú mendigos
Bancos com lucros astronômicos, capatazes do sistema de repressão, miséria da população.

Da redação – Apesar da crise econômica, política e social que o Brasil atravessa, os grandes bancos em operação no Brasil aumentaram seus lucros ao longo de 2019. Uma das causas principais desse aumento foram cortes de gastos possibilitados por demissões e terceirizações. Graças aos enormes ganhos, Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil pagaram naquele ano R$ 52 bilhões em dividendos para os seus acionistas. Como dividendos não são tributáveis, essa montanha de dinheiro não rende 1 centavo sequer de impostos.

Nos últimos 3 meses de 2019, o Itaú obteve lucro de cerca de R$ 7,3 bilhões, com aumento de R$ 800 milhões em comparação com o mesmo período de 2018. No entanto, dos grandes bancos, foi o único que diminuiu a distribuição de dinheiro para acionistas em 2019. O objetivo é reservar recursos para oferecer mais empréstimos durante o ano. Os banqueiros esperam faturar alto com os juros de empréstimos. O seu parasitismo não se intimida diante de obstáculos como a queda da taxa de juros Selic e da taxa de juros do cheque especial.

O Bradesco teve aumento nos seus lucros semelhante ao do Itaú, no fim de 2019; aproximadamente R$ 800 milhões. Ao mesmo tempo, seguiu a tendência do Santander, e aumentou os pagamentos aos acionistas. Em termos concretos, isso se deve sobretudo ao fato de que naquele ano o Bradesco distribuiu entre os acionistas um dividendo de R$ 8 bilhões.

Os lucros do banco espanhol Santander no último trimestre de 2019 – R$ 3,7 bilhões – não foram muito maiores que os de 2018. Em todo o caso, distribuiu alguns bilhões entre seus acionistas. Como os outros parasitas privados, espera ampliar lucros e distribuir mais dinheiro para acionistas durante 2020. Itaú, Santander e Bradesco são os três bancos que obtêm os maiores ganhos no Brasil a partir dos capitais neles investidos, às custas da catástrofe social e política.

O Banco do Brasil lucrou aproximadamente R$ 5,7 bilhões no mesmo período. De acordo com a política da instituição, há um limite para os valores a serem divididos entre os acionistas: entre 30% e 40% dos lucros. O caráter semiprivado do Banco do Brasil inclina a sua direção a administrá-lo tendo em vista o lucro a ser divido entre acionistas. O banco é desviado daquilo que deveria ser o seu principal objetivo, isto é, priorizar a população que depende dos seus serviços, em detrimento dos parasitas que lucram às custas dos trabalhadores.

Os banqueiros estão um pouco preocupados com a (remota?) possibilidade de tributação de dividendos em razão da reforma tributária. Mas é preciso não se iludir com as “reformas” do estado burguês, mesmo aquelas que parecem mais favoráveis, como a cobrança de impostos sobre os ganhos de acionistas. É preciso que os trabalhadores conquistem o poder e expropriem todos os meios de produção, atualmente nas mãos da burguesia, inimiga da população. Somente assim a riqueza será produzida e dividida no interesse de todos, e não apenas de um pequeno grupo de parasitas. Pela estatização dos bancos sob um governo operário e socialista!