Acidentes em frigoríficos com amônia quase sempre são coletivos

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Quando se trata de acidentes e doenças ocupacionais no Brasil, imediatamente se pensa em frigoríficos, eles são colocados sempre entre os primeiros.
Os acidentes em frigoríficos ocorrem, em sua maioria de forma coletiva, ou seja, na maioria das vezes atinge a praticamente todos os trabalhadores da linha de produção de conjunto. Isso em uma situação em que os patrões exigem dos funcionários ritmos acelerados, muito acima das condições de cada trabalhador, além de carga horária elevada, péssimas condições de trabalho, equipamentos obsoletos etc..
No setor da casa de máquina, onde estão instalados os cilindros de gás amônia, quase sempre sofre com a falta de manutenção adequada ou com equipamentos e tubulações inadequadas, é capaz de fazer com que bairro inteiro seja atingido, como foi o caso Rua Altino Teixeira, bairro Eimard, Região Nordeste de Belo Horizonte. Lá, todos os trabalhadores tiveram que evacuar a fábrica.
Em um frigorifico do grupo JBS/Friboi no Mato Grosso do Sul, mais de 78 trabalhadores tiveram que ser hospitalizados e os mais de 2000 funcionários evacuados da fábrica.
Em outro frigorifico, a Globo Aves, 300 trabalhadores tiveram o contato com o gás e alguns tiveram que ser socorridos em um hospital na cidade de cascavel, entre outras leões sofridas, parte dos trabalhadores tiveram queimadura nos olhos.
Os acidentes com gás amônia é corriqueiro nos frigoríficos e, percebe-se claramente que o estrago é muito grande.
Os órgãos de levantamento de dados referentes aos acidentes e doenças do trabalho não registram todos os acidentes relacionados ao gás amônia, porque os patrões não abrem o Comunicado de Acidentes do trabalho (CAT), para os funcionários que não foram socorridos ou levados ao hospital, ou seja a totalidade dos trabalhadores, bem como, a população vizinha das fábricas que também são atingidas.
Hoje, segundo pesquisas de órgãos ligados ao Ministério do Trabalho e emprego (MTE) são mais de 800 mil acidentes por ano. Porém, tomando-se por base a situação dos frigoríficos, sua negligência quanto a apresentar a sua realidade, esse número é apenas a ponta do Iceberg.