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Acidentes de trabalho e doenças ocupacionais: frigoríficos lideram no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
corte de boi - 26-03
Acidentes de trabalho e doenças ocupacionais: frigoríficos lideram no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
corte de boi - 26-03

O que vem ocorrendo no Brasil em relação ao número de acidentes é a demonstração do quanto os patrões deixam os trabalhadores sem as mínimas condições de trabalho. O número de acidentes e doenças ocupacionais atingiram cinco milhões de trabalhadores, um dos setores que lideram, de longe, os descasos dos patrões é o setor de frigoríficos.

Os frigoríficos respondem pelo segundo lugar na desgraça dos trabalhadores, os patrões também são os mais negligentes, tanto nas questões de fornecimento de equipamentos de proteção e segurança, quanto ao desrespeito às normas da Consolidação das Leis do trabalho (CLT), para atenuar a tragédia causada aos trabalhadores e seus familiares, quando se torna um inválido ou até mesmo falecimento, o que tem se tornado uma situação constante nas indústrias frigoríficas.

A situação é tão crítica, que em alguns estados os frigoríficos se destacam em primeiro lugar. Dentre eles estão o Mato Grosso (MT), e Mato Grosso do Sul (MS). No estado do Mato Grosso, por exemplo, os frigoríficos insistem em manter, há seis anos, o título de destruidor de seres humanos em suas fábricas.

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Os frigoríficos contribuem com a maior parcela dos acidentes ocorridos, desde 2012. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) registrou 10.363 acidentes, e estes dados podem estar subestimados, os números poderão ser bem maiores, uma vez que a maioria das informações refletem os dados do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) que aponta 750 mil notificações, no entanto a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) demonstra que os dados referentes a acidentes e doenças ocupacionais chegam próximos à cinco milhões.

Um exemplo do resultado da ganância pelo lucro está a de uma trabalhadora de Cáceres, a 220 km de Cuiabá. De forma traumática, ela teve um aborto e um parto prematuro. Ela estava grávida e trabalhava num frigorífico naquele município. Por recomendação médica, ela precisava ser removida para uma atividade que não exigisse esforço físico. O conselho não foi acatado e dias depois ela sofreu um aborto.

Um ano depois, grávida novamente, ela passou por outra situação. Ao cair da escada quando trabalhava, foi levada às pressas para um hospital. O resultado foi um parto prematuro. A criança que nasceu, morreu horas depois.

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Seguindo pelo mesmo caminho, os frigoríficos de Mato Grosso do Sul (MS), em 2017, também resolveram assumir a liderança em acidentes e doenças ocupacionais sendo: o grupo Marfrig, o grupo JBS/Friboi, e Aurora os carros chefes desse ranking.

É preciso por um freio às atitudes dos patrões, o que só poderá ocorrer com a organização dos trabalhadores junto aos sindicatos combativos e de luta, porque, do contrário, os patrões continuarão desfazendo dos trabalhadores da mesma forma que fazem com os animais abatidos (matéria prima) uma vez que os próprios patrões divulgaram que mais de 70% dos seus funcionários sofrem ou sofreram acidentes, doenças ocupacionais ou outros problemas de saúde, etc. envolvidos com o trabalho que exercem nas fábricas.

 



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