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Luta pela Terra
Ação de Policiais e pistoleiros resulta em despejo violento na Bahia
Direta monta enorme esquema de repressão para despejar 700 familias sem-terra sob a bandeira do MST de áreas do perímetro irrigado na Bahia.
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Luta pela Terra
Ação de Policiais e pistoleiros resulta em despejo violento na Bahia
Direta monta enorme esquema de repressão para despejar 700 familias sem-terra sob a bandeira do MST de áreas do perímetro irrigado na Bahia.
Após o despejo das famílias, máquinas destruíram todos os pertences. Imagem: MST/BA.
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Após o despejo das famílias, máquinas destruíram todos os pertences. Imagem: MST/BA.

Cerca de 700 famílias que estão nos acampamentos Abril Vermelho, Acampamento Dorothy e Acampamento Irany, munícipios de Casa Nova e Juazeiro desde 2007, acordaram com centenas de policiais fortemente armados para realizar o despejo e colocar todas essas pessoas na beira da estrada.

As denuncias são que policiais e pistoleiros armados de latifundiários locais entraram nos acampamentos de maneira violenta, com tiros e gás lacrimogênio, e destruíram todos os pertences das famílias. Há o registro de um trabalhador sem-terra baleado na cabeça pelos policiais e pistoleiros.

Os relatos são de extrema violência e brutalidade. “Chegaram atirando, tem um companheiro baleado na cabeça!” afirmaram as famílias. “Há muita violência contra as famílias, muita agressividade, muito spray, muita bomba de fumaça”.

A ação contou com policiais militares, da polícia federal e uma milícia local formada pelos latifundiários interessados nessas áreas formadas por pistoleiros em uma ação criminosa que quebra acordos realizados entre o Governo Federal, o Governo Estadual, o Incra, Ouvidoria Agrária, a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco) e o Ministério Público para a permanência das famílias nessas áreas.

Esses acampamentos contam com grande produção de frutas e outros produtos que movimentam a economia da cidade. Os dados apresentados pelo MST apontam para uma produção de 7,2 mil toneladas de alimentos por ano e gerando trabalho e renda para mais de 5000 famílias.

A truculência da ação e a quebra de diversos acordos para manter as famílias no local faz parte da ofensiva do governo Bolsonaro e seus aliados para atacar a luta pela terra e os movimentos sociais que organizam as famílias nessa luta, neste caso o MST.

Essa ação dos latifundiários não pode passar em branco. O exemplo está vindo da América Latina onde a população está se levantando contra a direita e o golpe de Estado. É preciso colocar em pauta o fora Bolsonaro e iniciar uma onda de ocupações e trancamento de rodovias para derrotar a direita e somar a luta de outros setores da classe trabalhadora.

 

Veja mais imagens do despejo: