Ofensiva imperialista
Com uma série de bombardeios contra o Iraque e a Síria, o imperialismo causou a morte de pelo menos 25 pessoas, num atentado aplaudido por Israel
Terrorismo dos povos bárbaros contra os bondosos defensores da democracia e dos direitos humanos   Crédito: AHMAD AL-RUBAYE / AFP
Estados Unidos ataca cinco bases do Hezbollah. AHMAD AL-RUBAYE / AFP |

Os EUA realizaram no domingo (29) uma série de bombardeios contra o Iraque e a Síria e o partido nacionalista Libanês, o Hezbollah, causando a morte de pelo menos 25 pessoas, num atentado aplaudido pelo governo fascista de Israel. A agressão à soberania dos dois países árabes seria uma resposta do imperialismo norte-americano à resistência dos grupos nacionalistas apoiados pelo Hezbollah e pelo Irã, que teriam cometido um crime contra a humanidade, a democracia, e os direitos imperiais ao defender a autodeterminação de seus países, contra a ingerência estrangeira que nada quer de bom aos povos explorados da humanidade de conjunto mas, pelo contrário, busca a rapina de suas riquezas naturais e a completa submissão das populações violentadas.

Choque e Pavor

Jonathan Hoffman, porta-voz do Pentágono, confirma que o objetivo das agressões seria reduzir a capacidade de reação das forças nacionalistas contra a invasão imperialista, além de uma vingança contra o ataque à base militar americana em solo iraquiano de Kirkuk. Hoffman disse ainda que os alvos dos bombardeios incluíam locais que serviam para planejar ataques, algo tão abstrato que poderia ser usado para encobrir ataques a residências iraquianas, o que não seria uma novidade para o governo do choque e pavor, a doutrina militar que tem norteado as agressões americanas ao resto da humanidade e que combina táticas da Blitzkrieg do fascismo alemão com o hediondo acréscimo dos ataques à população civil, num verdadeiro vale-tudo em defesa dos direitos humanos e da democracia.

Entre os iraquianos, a crise política aberta pela agressão americana foi tamanha que obrigou o primeiro ministro Adel Abdul Mahdi, até o momento apoiado pelos invasores americanos, a se pronunciar, declarando que o bombardeio contra o Iraque “terá consequências perigosas”. O Conselho de Segurança Nacional do Iraque se pronunciou a favor de reconsiderar a “parceria” com os EUA para combater o Estado Islâmico, acrescentando que a agressão constitui uma violação à soberania iraquiana e que “as forças americanas agiram baseadas em suas próprias prioridades políticas”.

Outra nação agredida pelo imperialismo norte-americano, a Síria expressou sua solidariedade com o povo iraquiano e também condenou o atentado americano. O gabinete de Bashar al Assad lembra que os ataques americanos visam grupos que lutam pela soberania, independência e liberdade do povo iraquiano. Já o Irã lembrou que os EUA são os verdadeiros terroristas que “devem aceitar as consequências por suas atividades ilegais”, segundo a nota do porta-voz do governo iraniano, Abbas Mousavi.

“Resposta dura”

As consequências, por sinal, já estão sendo anunciadas pelo Hezbollah, que se pronunciou também afirmando em nota que a “batalha contra a América e seus mercenários está aberta” e lembrando o que deveria ser a política de todos as organizações realmente dedicadas a promoção da soberania nacional entre as nações atrasadas do mundo, que não há alternativa para a libertação dos povos oprimidos além do confronto com o imperialismo na nota que afirma “nada irá nos impedir de responder a esse crime”.

Ainda no espírito de retaliação, um dos grupos nacionalistas alvejados pela agressão imperialista, o Comitê de Mobilização Popular, milícia dedicada a lutar pela soberania iraquiana prometeu uma “resposta muito dura” contra as forças invasoras no Iraque, segundo as palavras do comandante Abu Mahdi al-Mohandes, ligado também ao partido Hezbollah.

Relacionadas