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cabrália
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Nesta madrugada (02/08), as famílias do acampamento Nova Esperança, município de Santa Cruz Cabrália, no Extremo sul da Bahia, foram covardemente atacadas por pistoleiros a mando de latifundiários da região. O acampamento Nova Esperança está localizado no latifúndio chamado Fazenda Tucum,  e há cerca de dois anos 55 famílias vivem e produzem as margens da fazenda à espera de desapropriação da área pelo INCRA. Tendo ocupado com roças diversas toda a área as famílias montaram um segundo acampamento adentrando mais a fazenda.

Os ataques dos pistoleiros começaram há dois dias a mando do latifundiário Henrique Rubim, suposto dono da fazenda Tcuam, quando pistoleiros invadiram o acampamento ameaçando as famílias e ateando fogo em dois barracos para intimidar e deixar as famílias em um clima de terror. Na manhã do dia 02, vários pistoleiros encapuzados e fortemente armados retornaram para cumprir as ameaças e destruíram todo o acampamento.

Durante o despejo forçado realizado pelos pistoleiros, mulheres e idosos foram espancados e tirados de seus barracos, que foram incendiados sem chance das famílias sequer retirarem seus pertences. Os pistoleiros chegaram a roubar alguns pertences das famílias.

A suspeita é de que o fazendeiro tenha se utilizado de uma suposta empresa de segurança para atacar o acampamento sem sequer possuir mandado de reintegração de posse ou com a presença da polícia. A Fazenda Tucum foi palco no ano passado de caso de trabalho escravo e infantil onde o latifundiários Henrique Rubin manteve dois adolescentes de 16 e 17 anos trabalhando em condições sub-humanas e sem nenhum registro durante nove anos. Somente este caso já seria suficiente para o latifúndio ser destinado para a reforma agrária como está na Constituição Federal.

Este já é o segundo caso nesta semana em que os latifundiários agem por conta própria para expulsar famílias utilizando-se de milícias e violência. Há alguns meses o presidente ilegítimo Jair Bolsonaro prometeu aos latifundiários que estes poderiam matar os sem terras e que não seriam punidos por isso. Assim, os mesmos estão se sentindo à vontade para cometer as maiores atrocidades no campo.

É necessário reagir à altura a violência desses pistoleiros e latifúndiários. Os trabalhadores sem-terra não podem aceitar essa situação e devem reagir organizando comitês de auto-defesa dentro dos assentamentos e acampamentos e iniciar juntamente com outros movimentos de luta pela terra novas ocupações de terra em resposta a essa ofensiva da direita.

 

Veja mais imagens da ação dos pistoleiros:

 

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