Violência no campo
Assentamentos e acampamentos do MST estão sendo destruídos, ameaças de morte, assassinatos e violência tem se tornado rotina para aqueles que lutam pela terra no país
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Trabalhadores rurais do MST de Alagoas. Imagem ilustrativa | Foto: Reprodução

Não é de hoje que incêndios “misteriosos” brotam em acampamentos e assentamentos do Movimento Sem Terra. Dessa vez aconteceu na última quinta-feira (25) no Município de Rio Largo, região metropolitana de Maceió, e queimou vários barracos do assentamento no conjunto Teotônio Vilela. Apesar de ninguém ter ficado ferido, muitas pessoas perderam suas moradias e o local ficou sem energia, pois o fogo consumiu toda a rede elétrica.

Como se sabe o movimento de luta pela terra no Brasil sempre foi e é atacado não apenas pelos fazendeiros e latifundiários, mas também pelos governantes direitistas, imprensa capitalista, que geralmente quando não são esses os interessados nas terras do MST, são financiados em suas campanhas políticas milionárias para se manterem no poder por aqueles que querem expulsar ou querem as terras dos acampados e assentados.

Apesar dos ataques contra o MST serem registrados há anos, os crimes contra assentamentos, acampamentos, lideranças e pessoas que fazem parte do movimento, tem se acentuado de forma gritante após o golpe de Estado de 2016 que derrubou a presidenta eleita pelo PT Dilma Rousseff. Nos últimos dois anos a situação do movimento de luta pela terra no Brasil tem se agravado ainda mais, diante do governo fraudulento e ilegítimo de Bolsonaro. Tanto o governo golpista de Michel Temer quanto o atual tem claro apoio dos latifundiários e fazendeiros.

O Movimento dos Sem Terra que já se faz presente em Alagoas há 33 anos, tem muita história de luta e enfrentamento em praticamente todos os rincões do estado. A imprensa venal ligada ao capitalismo e a exploração trabalha constantemente na tentativa de criminalizar o movimento, seja em Alagoas como no país inteiro. Assentados e acampados são vítimas praticamente diárias de capangas armados a mando do latifundiários. A justiça burguesa faz sua parte em negar o direito constitucional à terra para milhares de famílias brasileiras.

As acusações na maioria das vezes infundadas e absurdas contra o MST, parte de várias parte da burguesia brasileira, até mesmo daquele que tomou de assalto a poder no Brasil e que é fruto do golpe de Estado, o fascista Bolsonaro. Ela não só ameaça o movimento, como também os acusam de terrorista, invasores, bandidos e etc. além de incentivar diretamente todos os tipos de crimes que vem acontecendo ultimamente contra as pessoas que lutam pela terra no país inteiro.

De acordo com Comissão Pastoral da Terra que divulga os dados todos os anos em relação a violência e os assassinatos no campo, os números vem batendo recordes significativos de 2017 pra cá. Segundo as informações da CPT, em 2019 foram 1.833 conflitos, 23% a mais do que no anterior e a maior quantidade dos últimos 15 anos. “O total de assassinatos cresceu 14%, atingindo 32. Quase metade (47%) foram lideranças, indígenas ou rurais. Houve ainda 30 tentativas de assassinato (7% a mais) e 201 ameaças de morte (crescimento de 21%).”

É importante lembrar que esses são os números oficiais, ou seja que são registrados, e que situação de realidade daqueles que lutam pela terra no país deve ser bem pior. Há locais e regiões específicas onde crimes e ameaças talvez nem consigam ser informadas e computadas. Este Diário vem denunciando a muito tempo os crimes contra o MST em todo território nacional, e afirma que para se defender dos governantes fascistas, dos grileiros latifundiários e fazendeiros é preciso organizar urgente a autodefesa do povos do campo, seja do MST, da LCP, indígenas e os quilombolas.

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