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Nessa semana, a partir do anuncio feito pelos juízes do Tribunal Regional Federal 4 (TRF-4) de que julgarão os embargos propostos pela defesa de Lula no dia 26 de março, entramos em um período extremamente crítico na política nacional. A prisão de Lula está cada vez mais próxima e a direita se apressa para colocar o petista na cadeia a fim de promover uma derrota geral do povo brasileiro e da classe operária.

O “problema Lula” é um obstáculo fundamental a ser ultrapassado pelos golpistas para que o imperialismo e a burguesia possam levar adiante seu projeto de retirada total dos direitos da população. Por isso esse problema também é de extrema importância para a totalidade da esquerda e dos movimentos populares, pois a prisão de Lula marcaria um aprofundamento do Golpe de Estado no Brasil que poderia levar todos os partidos de esquerda e movimentos populares para a ilegalidade

Nesse contexto, aquilo que deveria ser o mais fundamental, a mobilização contra a prisão de Lula e contra o Golpe de Estado, não parece figurar na agenda dos partidos da esquerda nacional. Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela D’Ávila (PCdoB), candidatos à presidência da República e que compõem diferentes espectros da esquerda nacional vem sistematicamente ignorando o “problema Lula” e se preparam para as improváveis eleições do final deste ano como se o Brasil vivesse uma situação de normalidade. Não apenas não vivemos uma situação de normalidade, como a cada dia que passa os golpistas, apoiados pelo imperialismo, avançam em seu projeto de destruição do movimento operário e controle total do regime, inclusive com militares nas ruas como caso do Rio de Janeiro.

Esses candidatos assumiram uma posição de ignorar os problemas urgentes da politica nacional e concentrar seus esforços para as eleições. Isso fica claro na medida em que estes candidatos, mesmo tendo se posicionado contra a prisão de Lula, não levam adiante e nem apoiam qualquer mobilização popular nesse sentido e se negam em fazer parte da campanha contra a prisão do petista. Guilherme Boulos, que inclusive teve apoio do ex-presidente no lançamento de sua campanha nas últimas semanas, já deu entrevista na qual afirmava que o ciclo do PT havia se encerrado, fazendo coro com a direita golpista que quer eliminar o Partido dos Trabalhadores do cenário político. Já Ciro Gomes, candidato que tenta passar uma imagem de esquerdista mas que vem seguidamente agindo em favor do imperialismo e da direita, constantemente dá discursos sobre Lula e no mais recente afirmou: “Lamento profundamente mas constato apenas por constatar que é muito improvável a presença de Lula no processo. Portanto, cresce muito a minha responsabilidade de interpretar este arco deserdado por uma fatalidade”. Ciro considera o Golpe de Estado e a prisão de Lula uma “fatalidade”, como se não fosse fruto de uma brutal perseguição a Lula e de um projeto geral do imperialismo e burguesia. Na mesma linha Manuela D’ávila do PCdoB, assim como a totalidade do seu partido, continua prestando apoio a Lula apenas nos discursos, mas não mobiliza absolutamente nada de concreto para barrar a prisão do petista.

Isso mostra que estes elementos da política nacional que se dizem de esquerda não são mais do abutres cuja única intenção é tentar acumular potencial politico a partir da destruição do PT. É por isso que esses candidatos, além de não terem nenhuma popularidade real, não se mobilizam contra prisão de Lula e mantém seu foco nas longínquas eleições presidenciais. Nesse momento é dever de toda esquerda e todos os movimentos populares aderir imediatamente à campanha contra prisão de Lula, e contra o avanço do Golpe de Estado no Brasil.

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