Caos em Manaus
Prefeitura de Manaus e Governo do Estado do Amazonas não se cansam de adotar políticas desastrosas para enfrentar a pandemia.
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Em vez de aumentar, Prefeitura de Manaus reduz frota de ônibus. | Foto: Reprodução
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Em vez de aumentar, Prefeitura de Manaus reduz frota de ônibus. | Foto: Reprodução

As medidas adotadas pela burguesia para diminuir o sofrimento da população brasileira frente à pandemia do coronavírus são verdadeiras políticas desastrosas, genocidas, de fora a fora do país. Desde o início da pandemia os governantes não democratizaram o isolamento social, pois a maior parte da população, para poder trabalhar, teve  que se amontoar e se contaminar nos ônibus e lotações abarrotados; deram “férias” ao vírus na época das eleições municipais, contaminando mais ainda a população; desinstalaram hospitais de campanha em vez de  aumentar a quantidade; diminuíram a frota de ônibus e desacreditaram o uso de máscaras; estimularam o uso de placebos em detrimento da fiscalização e apoio à vacina; agora  promovem o ENEM, maior exame do ensino médio, com salas em torno de 80% de sua capacidade, com movimentação de milhares de pessoas direta e indiretamente nos locais de prova. Promovem todas essas políticas e culpam o povo que se aglomera nos dias de folga.

Seguindo esse festival de políticas genocidas, David Almeida (Avante), prefeito de Manaus, cidade que vem sofrendo uma tragédia e causando sofrimento ao seu povo, diminuiu, na última quinta-feira 14, 25% da frota de ônibus na cidade, acompanhando um toque de recolher de 10 dias que só aumentará o sofrimento do povo manauense, cuja classe trabalhadora agora terá que se deslocar para os locais de trabalho com menos transportes em circulação.

Wilson Lima (PSC), governador do Amazonas, informou que apenas atividades essenciais poderão funcionar. Segundo o novo decreto, terão ressalvas o transporte de cargas e produtos essenciais à vida, como alimentos, insumos e medicamentos; os serviços de entrega serão exclusivamente os de medicamentos e material hospitalar e o deslocamento de pessoas só será permitido para os profissionais da imprensa e aqueles que prestam assistência e cuidados médicos.

Não foi anunciado nenhum plano econômico para socorrer a população mais carente que não tem mais auxílio emergencial e nem reserva financeira. Essa população vem sofrendo diariamente com a tragédia, que pode se estender para outros estados, se essas politicas desastrosas e genocidas continuarem em vigor. É preciso denunciar! O povo pede socorro!

Até o fechamento dessa matéria, mais de 229.367 pessoas foram infectadas pelo Covid-19 no Estado, com mais de 6.123 mortes.

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