Aborto: proibição obriga mulheres a correr risco em procedimentos clandestinos

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Um evidente fato comprovado pela proibição do aborto na realidade das mulheres, está diretamente ligado aos abortos realizados em clínicas clandestinas pelo País. Isso demonstra que uma vez existente a lei que proíbe, não necessariamente o aborto deixa de acontecer, mas como se acentua, sabendo que essa é única saída encontrada pelas mulheres. Logo resultando na morte de milhares mulheres.

Um exemplo prático disso, está no número revelado. No Brasil seriam realizados 500 mil abortos  por ano. É fato também que esse número representa quase que majoritariamente os abortos clandestinos, pois as formas de aborto permitidas por lei, não englobam a maioria dos casos. Mesmo nas situações em que o aborto é permitido, as mulheres enfrentam dificuldades, como a burocracia, que prontamente já se coloca como obstáculo na realização do processo.

Logo, a situação na qual as mulheres estão colocadas, as mesmas são obrigadas a recorrerem aos procedimentos clandestinos e correrem risco de vida, quando não se há nem uma política que as amparem nesse sentido, e por isso a criminalização de mulheres com a proibição do aborto, deixa claro que na verdade o maior crime não é cometido pelas mulheres desamparadas, mas sim o estado que referenda o ataque contra as mulheres.

Casos pelo país já demonstraram no que isso implica na vida das mulheres cotidianamente, desde a ter que sair do país para realizar o procedimento de maneira legal, e nos casos extremos a morte de mulheres que sofrem com as complicações, seja por remédios ou por realização precária e insegura do aborto.

É preciso reafirmar o direito incondicional das mulheres ao aborto, se tratando da manutenção da saúde da mulher de maneira segura, para que se garanta a realização do aborto com todo aparato necessário. E para isso, a luta organizada das mulheres é urgente, para que finalmente direitos básicos como o aborto sejam conquistados e caminhe para uma verdadeira emancipação das mulheres.