Aborto: mesmo em pesquisas da imprensa burguesa aumenta o apoio à legalização

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Com o assunto em pauta nas últimas semanas, a imprensa burguesa seguiu seu afã contra a legalização do aborto no país. Em pesquisa realizada pela Datafolha, que tem como principal “parceira’ nas pesquisas a Folha de S. Paulo – uma das grandes representas da imprensa golpista- os dados obtidos com relação ao aborto no país e como a população está se colocando diante disso, foi o tema da última pesquisa realizada pelo órgão. É feita a tentativa de passar a imagem de que a população está contra a legalização do aborto e que, portanto, pedem pela criminalização das mulheres.

Em determinado ponto onde os índices demonstram um número maior de brasileiros favoráveis a legalização, deixa claro que a população não é a favor do encarceramento de mulheres ou a favor de que muitas delas morram em clínicas clandestinas, fruto das leis restritivas e do desamparo estatal. É possível afirmar isso, sabendo que a legalização do aborto passa por outros campos que dizem respeito não só a saúde da mulher, assim como da população de conjunto. Uma vez que, em informações anteriores acerca dos resultados da legalização do aborto em alguns países, se mostrou propriamente pela implementação de recursos médicos antes não oferecidos e de que maneira isso contribuiu para o avanço da emancipação da mulher e para os índices de saúde daquele país.

Em todos os cenários colocados pela pesquisa fraudulenta, seria a de que mais da metade da população se coloca contra a legalização do aborto. Os dados aponta que passam de 67% para 59% aqueles que desejam manter a lei como está, ou seja, permitindo o aborto somente em casos de estupro, se a gravidez oferecer para a vida mulher e em caso de anencefalia. A afirmação com relação a isso, seria que não necessariamente essas pessoas estariam a favor da legalização aborto, mas por mais que se tente mostrar essa unanimidade contrária a descriminalização da prática, o apoio a causa é muito maior do que o apresentado, a população está inclinada a legalização.

As audiências públicas que aconteceram no STF (Supremo Tribunal Federal), contaram com diversas intervenções e que foram registradas para um futuro julgamento que fora impetrado pela legalização do aborto, podendo interromper a gravidez até a 12ª semana de gravidez. Não se deve esperar que a garantia deste direito virá por meio desta via, somente o movimento de mulheres organizado e com uma verdadeira pressão popular – que já vem se construindo- será possível que as mulheres avancem na sua luta por direitos fundamentais para se libertar da opressão.