Aborto criminalizado: após votação direita manda forças de segurança reprimir milhares de manifestantes

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Em votação acirrada, em 09/08/2018, o Senado argentino rejeitou o projeto de descriminalização

do aborto voluntário, tendo 38 votos contra, 2 abstenções e 31 a favor.

O golpe do parlamento argentino impede que outro projeto sobre o mesmo tema volte para votação este ano. Após a confirmação do retrocesso no papel, a opressão tomou as ruas de Buenos Aires, onde manifestantes favoráveis ao projeto sofreram com a truculência das forças de segurança, que objetivou dispersar os manifestantes com prisões arbitrárias, jatos de água e spray de pimenta.

Uma clara demonstração de qual a função dos aparatos do regime burguês. Impor à população pobre medidas arbitrárias contra qualquer compromisso com a saúde pública.

Segundo o portal de notícias RT, na Argentina mais de 52 mil mulheres foram hospitalizadas devido às tentativas de aborto clandestino mal realizado. O aborto está legalizado na prática, em clínicas particulares acessíveis para

quem puder pagar. Quem não puder, continuará arriscando sua vida.

Pelo desmantelamento de toda a rede de esterilização e punição dos responsáveis pelo assassinato de mulheres em verdadeiros açougues em que se constituíram a maioria das clínicas de aborto; liberdade para a mulher decidir sobre seu corpo com a legalização do aborto e sua realização, em condições dignas, pela rede pública de saúde.

Pelo aborto legal, seguro e gratuito para todas as mulheres!