Coronavírus
A região do ABC paulista tem visto um aumento significativo no número de contaminações e internações pelo coronavírus. A taxa de ocupação dos leitos subiu de 44% para 65%.
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Ilustração do coronavírus (SARS-CoV-2). | Reprodução.
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Ilustração do coronavírus (SARS-CoV-2). | Reprodução.

A situação da pandemia do coronavírus tem se agravado na região do ABC paulista. O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, que reúne autoridades dos municípios, enviou um ofício ao governador João Doria do golpista (PSDB) no qual pedia a retomada das internações de pacientes com COVID-19 nos hospitais estaduais da região e o aumento do número de leitos.

O ofício solicita que o Hospital Estadual Mário Covas (Santo André) e o Hospital Estadual Serraria (Diadema) procedam à retomada do atendimento às vítimas do COVID-19. Em três semanas, houve o aumento de 21 pontos percentuais na taxa de ocupação de leitos para o vírus das cidades do ABC. Entre os dias 5 e 26 de novembro, a taxa de ocupação dos leitos subiu de 44% para 65%.

O consórcio afirma que houve aumento de casos no último período em comparação ao período anterior. Nos últimos trinta dias, registrou-se um aumento de 32,1%. As justificativas apontadas para o pedido são a chegada de muitos pacientes graves, falta de leitos de UTI suficientes, impossibilidade de abertura de hospitais de campanha no curto prazo e tempo médio elevado de permanência dos pacientes nos leitos.

Em nota, o governo estadual tenta se esquivar da responsabilidade, naquela política de apontar números positivos para ocultar a realidade. A Secretaria Estadual de Saúde diz que há 62 leitos exclusivos nos dois hospitais mencionados. Além disso, serão repassados R$ 8 milhões para o município de São Bernardo do Campo.

Diversos municípios da região do ABC já preparam medidas restritivas para tentar conter o avanço da doença. O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando do golpista (PSDB), apontou para a possibilidade de editar um decreto que aumentar as restrições na cidade, com redução do horário de funcionamento de bares e restaurantes a partir da próxima segunda-feira (30). Cinemas e teatros voltarão a fechar.

A grave situação do ABC paulista demonstra o caráter da política do governo João Doria, que é a de ocultar o avanço da doença, manipular sistematicamente os dados, reabrir totalmente a economia e os serviços públicos. A essência da política de Dória é a mesma de Jair Bolsonaro, que se sintetiza na frase “deixar morrer quem tiver que morrer”.

No decorrer desta semana, o Centro de Contingência ao Coronavírus recomendou ao governador Dória que medidas restritivas sejam imediatamente tomadas para impedir a expansão da doença. Há algumas semanas, Dória negava que os casos de coronavírus estivessem aumentando no estado de São Paulo.

Em meio à pandemia, o “cientista” Dória busca aumentar ainda mais o contingente de contaminados em todo o Estado de São Pulo, ao retomar as aulas nas escolas. Estas se tornarão um vetor importante da disseminação da doença entre os professores, estudantes, funcionários da educação e familiares de alunos.

 

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