Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
mst-2-1024x768
|

Os latifundiários são uma força poderosa no campo, por deterem a exclusividade do uso da força através de suas milícias ilegais e da atividade das instituições que servem a seus interesses, como a Justiça e os diversos órgãos governamentais que atuam no campo.

Massacres são realizados constantemente contra os trabalhadores sem-terra em diversas localidades do País, desde a região Norte, passando pelo Nordeste, Centro-Oeste, e até mesmo no estado de São Paulo, onde, teoricamente, os latifundiários teriam maior dificuldade em ocultar a repressão.

No governo ilegítimo e fruto da fraude eleitoral que assumirá em 1º de janeiro, a tendência é o aumento exponencial da repressão no campo. Jair Bolsonaro já disse que irá trabalhar para caracterizar os sem-terra – bem como os sem-teto – como grupos terroristas. Seu filho, Eduardo Bolsonaro, disse que não há problema algum em prender 100 mil sem-terra. No estado de São Paulo, o futuro governador João Doria tem como um dos planos de governo a permissão formal para os latifundiários formarem milícias com total apoio dos organismos de repressão do Estado.

Diante de todo esse cenário de ataque contínuo à população camponesa, não se pode minimizar as declarações e nem mesmo as claras posições fascistas dos elementos que controlarão o aparato do Estado.

João Pedro Stédile, líder do MST, afirmou em entrevista à revista Carta Capital: “por mais que o discurso de Bolsonaro seja raivoso, eu não acredito que a violência vai se propagar no campo.” Nada indica que a violência dos assassinos de sem-terra irá diminuir. Pelo contrário, a tendência é que ela aumente, uma vez que Bolsonaro representa a ampliação da política repressiva do golpe de Estado. Também não se pode acreditar que as instituições – que estão totalmente controladas pela direita golpista e fascista – irão garantir a proteção dos sem terra. Elas nunca garantiram isso e, pelo contrário, têm apoiado sistematicamente os massacres dos latifundiários.

Stédile, na mesma entrevista, destacou que a melhor defesa dos camponeses é a mobilização e que é preciso redobrar os cuidados. Entretanto, se os latifundiários se armam até os dentes para massacrar os sem-terra, a única forma de os trabalhadores do campo se defenderem de maneira eficiente é organizando sua autodefesa coletiva, lutando pelo direito ao armamento e combatendo os fascistas na força, porque só assim poderão se proteger e derrotar a violência dos opressores.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas