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bosonaro
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Somos informados pela imprensa de que o deputado alemão Christian Blex, do  Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema-direita, parabeniza o deputado Jair Bolsonaro pela vitória na eleição presidencial.  Ao tempo em que a mídia alemã se mostra crítica e preocupada com o ex-capitão com discurso fascista e tendência nazista, o deputado da AfD o elogia e chega a dizer que “até Donald Trump parece contido” quando comparado a Bolsonaro.

Não é a primeira indicação de que a extrema-direita no mundo ficou assanhada com isso que, o resto do mundo civilizado, considera uma loucura, uma vergonha, um retrocesso, um risco etc. O que não está claro para muitos, nem para a Ku klus klan, é que Jair Bolsonaro é apenas mais uma peça num jogo em que os que verdadeiramente dominam são os militares.

Bolsonaro vai substituir outra marionete, Michel Temer, mas agora escancarando o caráter militar do governo.

Apesar de durante a campanha, com os filhos do candidato falando o que bem queriam e acenando com as possíveis medidas que o futuro presidente tomaria, com Paulo Guedes contradizendo o próprio candidato, com o vice, General Mourão também abusando nas assertivas sobre medidas que não podem faltar ao novo governo, mostrar um caráter amador e desorganizado, e talvez por isso mesmo, os militares agora, numa fase avançada do final da campanha e durante a eleição propriamente dita, fincaram bandeira e já se apresentam como parte do governo, apresentando a fatura.

A despeito de nomes de civis estarem sendo apreciados para algumas áreas, não resta dúvida de que os disciplinados oficiais vão dar o tom do governo para o que interessa e tentarão manter o general Sérgio Etchegoyen no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), sinalizando que tratarão os adversários com mão de ferro. Prova disso é um dos últimos decretos baixados pelo desgoverno Temer, de número 9.527 (15/10/2018), que cria a Força-Tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil e que muitos interpretam, adequadamente, ser a senha para a abertura de caça aos movimentos sociais e até mesmo para a criminalização e extinção de partidos políticos.

Ninguém acredita que um candidato que não consegue convencer uma criança de que ele saiba qualquer coisa outra senão a biografia do torturador Ustra, e que tendo passado 28 anos de sua vida como político profissional dentro da Câmara dos Deputados, sem produzir absolutamente nada de importante (mas que acumulou patrimônio invejável e emplacou os filhos na vida parlamentar), que não domine ou demonstre dominar absolutamente nenhum assunto de interesse nacional, nem mesmo o de segurança pública, que não consegue argumentar de forma inteligível e sem ameaçar o interlocutor ou algum adversário virtual, esteja de fato interessado em governar o país, e preparado para isso. De forma alguma. Bolsonaro é apenas um preposto, que deseja apenas incluir no currículo mais um cargo e, nele, repetir o que fez no parlamento: perseguir e azucrinar a vida de algum infeliz, menos trabalhar.

Quem define e vai continuar definindo as linhas políticas de um governo Bolsonaro, que, aliás, não sabemos se vai assumir de fato ou se irá chegar até o fim do mandato, são os militares. Nem mesmo Paulo Guedes, acusado de maracutaias na bolsa de valores e admirador de Pinochet, tem de fato autonomia para definir politica econômica ou tocar alguma reforma sem a benção dos militares.

A diferença com o desgoverno Temer é que agora eles planejaram tudo do começo ao fim, enquanto antes apenas aproveitaram as brechas que os golpistas foram abrindo. Se havia um acordo ‘com FFAA e tudo’, não havia intenção de que eles assumissem o controle do governo, ou melhor, os golpistas acreditaram que receberiam apoio dos militares para expulsar o PT do poder por mera convicção ou alinhamento ideológico, mas os militares tinham outros planos. Desse modo, serão mais perigosos e explícitos no próximo governo.

Hoje, a imprensa dá conta de que o Exercito fez uma ‘inspeção’ no Palácio da Alvorada, sem consulta à Presidência da Republica, e que teria oferecido a Jair Bolsonaro que possibilidade de ir morar nele de imediato – repita-se: “sem consulta ao Presidente da República”. Há sinal mais claro de que quem manda no país são os militares?

Temos que denunciar a continuidade do desgoverno golpista e o governo militar que se quer efetivar definitivamente. Fora Bolsonaro. Não a governos tutelados pelos militares.

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