Abaixo a “segurança” dos capitalistas! Ambulantes reagem à guarda da CPTM que roubou suas mercadorias

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Nesta última quinta-feira (21), vendedores informais que atuam nos trens da CPTM em São Paulo reagiram ao roubo sistemático de suas mercadorias pelos agentes da companhia, que finalmente tiveram que enfrentar a justiça, mas não a dos tribunais burgueses, e sim a dos punhos, paus e pedras da resistência popular.

Trata-se da paga justa contra a contínua violência praticada por estes “seguranças” da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, e que ocorre cotidianamente em diversos setores do Estado burguês, dominado pela mentalidade de que aos oprimidos resta apenas morrer de fome, e, de preferência, calados.

A falência do regime capitalista, “transplantada” com toda a força para nosso país pelo golpe de 2016, gerou milhões de desempregados que precisam buscar formas alternativas de sustento, por mais precárias que sejam estas atividades.

Uma destas alternativas está no irrisório comércio existente em trens e metrôs das capitais brasileiras de alguns produtos de baixo custo, como chocolates, balas e alguns acessórios de celular, por exemplo.

Ainda que irrisório o volume de produtos comercializado, o regime capitalista brasileiro não quer nem mesmo permitir este precário meio de subsistência à população mais pobre, e parte com toda a brutalidade para cima destes ambulantes desempregados, tirando à força as suas mercadorias, e isso sem qualquer base legal, ou seja, praticando roubo puro e simples.

Mas a cada dia que passa, a população dá sinais cada vez mais claros de que este tipo de situação não será mais aceito sem reação. É a reação de quem não tem culpa nenhuma pela incompetência do capitalismo em prover a subsistência do povo que explora, nem mesmo o mínimo para a sobrevivência.

As pessoas precisam comer, vestir-se, morar, ou seja, ter o mínimo para uma vida ao menos razoável e não devem aceitar nenhuma imposição, de qualquer pretensa autoridade, que lhes impeça de busca o pão de cada dia. Não há prioridade maior do que esta.

Ainda mais em um país como o Brasil, que foi colocado artificialmente em crise por golpistas internacionais, somente para elevarem exponencialmente os lucros sugados do nosso povo. Veja-se o caso somente dos bancos, que levaram mais de um trilhão de reais somente no ano passado – mais de um sétimo do PIB nacional – dinheiro que poderia ser investido na população para que ninguém precisasse se submeter a um trabalho tão precário e sem qualquer perspectiva de futuro como é o caso dos vendedores ambulantes.

É natural, necessário e urgente que a população entre mesmo em confronto com esta desordem capitalista que não tem qualquer pudor em simplesmente condenar milhões à morte e à miséria, tudo pela acumulação absurda de riquezas, retirada das mãos do povo, e levadas diretamente para quem não produz nada, meia dúzia de parasitas burgueses.

Este Diário saúda a reação dos ambulantes de Carapicuíba. Não tem como aguentar calado e quieto a injustiça de um sistema que deixa todos na miséria e não permite nem ao menos um trabalho improvisado para sobrevivência.

Na verdade, esta reação já demonstra que a luta de classes deverá ir se organizando e se desenvolvendo até que ações deste tipo – e outras ainda mais eficazes – se generalizem para a completa expropriação dos opressores capitalistas.

Fato inevitável que já encontra seus sinais claros no ambiente crescente de revolta popular.