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A operação político-policial da Lava Jato se instaurou definitivamente no governo federal com a eleição de Jair Bolsonaro. São 17 membros da operação, além de próprio Sérgio Moro, que fazem parte do governo. Se ela já era parte integrante do regime político, sendo fator essencial para o golpe de Estado e a perseguição política, cuja principal vítima é o ex-presidente Lula, com a eleições fraudulenta do fascista Bolsonaro ela se torna uma política de governo.

Não que essa mudança seja essencial, mas é importante: se antes a ditadura da Lava Jato se colocava como uma parte do regime político, agora ela se encontra no centro do poder político. Sergio Moro não é mais apenas um juiz, mas tem autoridade para impor, através do executivo, uma política abrangente de arbitrariedades e perseguições.

É essa ditadura que está movimentando a prisão dos supostos “hackers” responsáveis pelos vazamentos das conversas entre Moro e os procuradores para o The Intercept. Os vazamentos afetavam diretamente a Moro, que utiliza de sua posição no Ministério da Segurança Pública para colocar em marcha uma operação policial totalmente ilegal.

Não se sabe até que ponto os tais “hackers” são realmente responsáveis por alguma coisa tamanha é a característica obscurantista da ação. Mas independentemente de quem são aquelas pessoas presas, a operação ;e típica de um Estado policial. A sequência de fatos é ainda mais absurda e abusiva. Mal os supostos “hackers” foram presos e a imprensa já noticia sua disposição para delatar. O nome do PT começa a aparecer nos noticiários sem absolutamente nada que possa ligar o partido aos vazamentos. E para terminar, surge a denúncia no mínimo, estranha que o celular de Jair Bolsonaro foi invadido.

Tudo parece uma enorme armadilha para criar condições políticas para aumentar a perseguição política no sentido de uma ditadura aberta no País.

Por último está ainda a tentativa de chegar a Glen Greenwald, intimidando e ameaçando de prisão e deportação o jornalista.

O regime governo da Lava Jato tende a uma ditadura. A maneira de derrotar esse regime é derrubando Bolsonaro e todos os golpistas e libertando Lula.

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