Abaixar a bandeira é capitular para o fascismo

Bolsonaro em Curitiba 02 b editada

Da redação – As entidades representativas dos setores da educação estão convocando um grande ato para amanhã (15), e os estudantes e trabalhadores estão empenhados nas mobilizações a nível nacional.

Devido à grande polarização que toma o País, os atos tendem a ser muito grandes, agrupando não somente os setores da educação mas todos os setores descontentes com o governo ilegítimo, tornando-se um verdadeiro movimento de massas.

Para que o movimento englobe todos os setores da população, atitudes como as que foram vistas no ato dos professores e alunos do colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, em protesto aproveitando a presença de Bolsonaro em um colégio militar onde elementos da própria esquerda pequeno-burguesa defenderam que o movimento deveria ser apartidário e que os militantes deveriam abaixar suas bandeiras, não podem ser toleradas de forma alguma.

Atitudes como essas não são novidade nos grandes atos, aparecendo já nos movimentos de 2013, que por não terem um programa claro nem uma direção coesa, foram tomados pela direita e transformaram-se nos coxinhatos verde e amarelos, onde a única bandeira permitida era a do Brasil.

Todos devem ter o direito de participar dos atos populares portando as cores e as bandeiras de seus partidos e movimentos sem sofrer qualquer coação, desde que estejam de acordo com as manifestações e queiram lutar contra a destruição do setor público pelo governo Bolsonaro.

Forçar o apartidarismo é um ato fascista e sufoca o movimento, sendo o elemento de esquerda ou direita, favorece sempre os direitistas que querem tomar de assalto as manifestações de insatisfação popular para levar a organização da classe operária para um beco sem saída, sendo assim tem que ser cortadas pela raiz como uma erva daninha dentro do movimento.