Epidemia
O capitalismo não consegue sequer preservar o que ele construiu
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sarampo
Golpe trouxe a doença de volta |

O Ministério da Saúde acaba de decretar que o município e a região metropolitana da capital paulista, a região mais rica do Estado mais rico do País, que concentra quase que 50% do PIB nacional, está em situação de “emergência em saúde pública” por conta de uma epidemia de sarampo.

Em menos de 1 mês, entre 30 de julho e 28 de agosto, o Estado teve um aumento de quase 370% em números de casos, passando de 633 notificações para 2.299, uma média aproximada de 60 novos casos por dia. Desses, 1900 foram registrados na grande São Paulo.

Um comparativo feito pelo secretário de Vigilância do Ministério da Saúde, Wanderson kleber Oliveira, entre o último surto de sarampo ocorrido nos estados da região Norte, entre 2018 e 2019, e o que agora ocorre na grande São Paulo, expressa de maneira assombrosa o perigo de um surto epidêmico de grandes proporções que ronda todo o Estado e que terá efeitos sobre todo o País. Afirma Oliveira:  “Numa região de 2 milhões de habitantes, registramos 8 mil casos. Em São Paulo, que tem 12 milhões, foram 1.900.” Por baixo, uma simples regra de três já demonstra a potencialidade da epidemia.

Como se sabe, o sarampo é um doença causada por vírus, altamente contagiosa. Estima-se que cada pessoa portadora do vírus possa contaminar outras 40. Esse fato em si, já aponta a gravidade da extensão da epidemia na grande São Paulo, uma região com alta concentração de pessoas, mas o problema vai muito além.

Como o próprio Ministério da Saúde admite, o Brasil não tem condições de promover uma vacinação em massa, porque não tem estoques suficientes. A Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela produção de vacinas no país, foi incumbida de produzir 30 milhões de doses para este ano, quando tem capacidade de produzir pelo menos 40 milhões.

Diante da inexistência de vacinas suficientes para a população brasileira, o Ministério da Saúde pretende estender a campanha de vacinação apenas para crianças de 6 meses a 1 ano, antes era de 0 a 6 meses. Para as demais faixas etárias, conforme informou o sítio UOL em 28/08, “o Ministério da Saúde manteve medidas de praxe. Uma delas é a recomendação da atualização da carteira vacinal A indicação é de que a população entre 12 meses e 29 anos recebam duas doses do imunizante. Para aqueles entre 30 e 49, a prescrição é de uma dose. Outra medida é a vacinação de bloqueio, em que todas as pessoas que tiveram contato com caso suspeito são imunizadas, num período de até 72 horas.”

Independentemente do avanço da epidemia de sarampo, pelo visto o povo brasileiro terá que contar com uma “boa sorte”, para que a epidemia seja contida, esse quadro representa apenas a ponta de um iceberg de uma realidade cotidiana no Brasil, mas que também diz respeito ao conjunto da população mundial.

No Brasil, tornaram-se quase que uma rotina as epidemias transmitidas pelo mosquito Aedes aegypty, como dengue, zika, e chikungunya e agora da febre amarela urbana. Nas periferias das cidades dezenas e dezenas de milhões de famílias sobrevivem na mais absoluta falta de higiene. Em outras áreas a decadência é a mesma. Pontes e viadutos caindo por falta de manutenção, barragens rompendo e assassinando milhares de pessoas, a degradação ambiental… enfim, é uma realidade de decomposição das condições de vida da população em uma escala jamais vista.

O mesmo se pode dizer de outras regiões do mundo. Nem falar da África. Segundo informações do Ministério da Saúde, a dificuldade em importar vacinas para combater a epidemia de sarampo ocorre, porque só Europa, entre janeiro de 2018 e maio de 2019, foram registrados 160 mil casos da doença. Em condições que até um monumento histórico como a catedral de Notre-Dame foi destruída por um incêndio, por falta de manutenção, o que mais se poderia esperar?

A degradação que ocorre por todo o mundo tem uma única causa fundamental. O capitalismo não consegue sequer preservar o que ele construiu, seja no âmbito das condições sociais de vida das populações, seja do ponto de vista da manutenção própria infraestrutura necessária para o seu funcionamento, seja do ponto de  vista da preservação de construções que contam a história da raça humana.

Esse problema não é de hoje. O capitalismo foi capaz de “feitos” como a 1ª e a 2ª guerras mundiais, de destruir países como o Iraque, promover barbáries contra os povos africanos. A questão que se coloca na atual etapa é que não apenas a destruição em massa com uma nova guerra não está descartada, como na tentativa de sobreviver a qualquer custo, impõe um regime de destruição das diversas nações com a política neoliberal, que nada mais significa uma política de rapina para sustentar a sua forma mais apodrecida de “desenvolvimento”, o sistema financeiro internacional.

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