Tentativa de censura
Está nas mãos do judiciário mineiro decidir sobre a permanência ou destruição de uma obra de arte.
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Obra da artista mineira Criola | Foto: Reprodução

Como no nazismo, com sua perseguição à “arte degenerada”, direitistas procuram censurar artistas com alegações morais como considerar uma obra como tendo “gosto duvidoso”.

O imbróglio atual tem como cenário a capital do estado, Belo Horizonte. Tainá, mais conhecida como Criola, é uma artista de Belo Horizonte especializada em grafite. Sua obra Híbrida Astral – Guardião Brasileira foi produzida na fachada de um prédio no centro da cidade e tem nada menos do que 1.365 m2 de área, onde o principal destaque é a figura de uma mulher negra.

Esse tipo de arte tem a simpatia da maioria da população, pois se contrapõe ao monótono cinza dos prédios das grandes cidades. No entanto, qualquer arte progressista desperta sentimentos negativos em figuras conservadoras e nos momentos que essas figuras ganham poder político procuram impor sua mediocridade através da censura.

A execução da obra de arte havia sido autorizada pelo conselho consultivo do Condomínio Chiquito Lopes. O prédio precisava de reparos e a pintura não traria nenhum ônus aos moradores. Apenas um se incomodou. Convocou uma assembleia e foi o único a votar contrariamente à conclusão da obra contra outros 55 que aprovaram a conclusão da pintura.

Apesar de ter uma liminar negada pelo judiciário, o processo continua aberto e aguarda sentença há mais de um ano. Independentemente do desfecho, é importante ter em conta que a tentativa de censurar essa obra de arte se dá no marco de uma intensa movimentação da extrema-direita mundial. No Brasil, temos um presidente abertamente fascista, inclusive simpatizante do nazismo.

O fascismo surgiu como uma expressão da crise do capitalismo e como sintoma dessa decadência econômica também expressa essa tendência à destruição e ao retrocesso. No campo material, os capitalistas autoproclamados democráticos seguem há décadas realizando campanhas bélicas e destruindo forças produtivas de países atrasados. Ao mesmo tempo, seus monopólios bloqueiam qualquer possibilidade de desenvolvimento econômico desses países.

No campo ideológico, procuram impor sua arte medíocre através do domínio das produtoras de filmes, música, etc., além do controle e seleção dos conteúdos que conseguem atingir os grandes públicos. Nesta área, a extrema-direita age mais abertamente em defesa da censura explícita.

Em relação à liberdade de expressão, é preciso ter uma posição radical em defesa desse direito democrático. Infelizmente, parte da esquerda procura enfrentar a extrema-direita através do mesmo mecanismo, que é a censura. E pior ainda, não são nem eles que aplicariam essa censura mas o judiciário brasileiro, esse poder totalmente alheio aos interesses populares.

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