A Venezuela se tornou uma nova Cuba na América Latina, por sua resistência ao imperialismo

Rally in support of the government and to commemorate the 20th anniversary of the arrival to the presidency of the late President Hugo Chavez, in Caracas

O fracasso da tentativa de golpe contra o governo legítimo de Nícolas Maduro na Venezuela por parte do imperialismo deixou claramente exposta a completa fraqueza deste último na situação política atual. É preciso destacar que nos últimos anos, o imperialismo acumulou uma série de derrotas em  praticamente todas as oportunidades em que tentou adotar uma medida de força contra um povo oprimido. Veja-se, por exemplo, os casos do Iraque, do Afeganistão, da Síria, etc.

No caso venezuelano, a tentativa do governo Trump de tentar “eleger” um golpista para se opor ao presidente Nicolás Maduro foi um fiasco completo. Ficou evidente a manobra farsesca e os golpistas foram obrigados a recuar. A mobilização popular foi também um fator chave. Apesar de não ter tomado medidas mais ofensivas contra a direita, o governo Maduro teve o mérito de chamar o povo a ir para as ruas contra a intervenção imperialista. O gigantesco apoio popular ao chavismo foi um fator decisivo na derrota da empreitada imperialista.

A América do Sul, que nos últimos anos tem sido alvo de vários golpes de estado, tem na Venezuela, neste momento, o principal foco de resistência às investidas dos grandes monopólios capitalistas e dos banqueiros. Podemos comparar a atual situação venezuelana, com a situação de Cuba no início da década de 1960. Liderados por Fidel Castro os revolucionários cubanos derrubaram o ditador Fulgêncio Batista, no final da década de 1950. A revolução cubana foi um marco no desenvolvimento do país, que até então era uma colônia do imperialismo norte-americano.

Assim como a Venezuela, Cuba foi ao longo dos anos alvo de um criminoso bloqueio econômico imposto pelo imperialismo.

Diferentemente de Cuba, a Venezuela não chegou a passar por uma revolução. A burguesia não foi até o momento expropriada, o governo de Maduro, assim como os governos anteriores de Hugo Chávez, foram governos nacionalistas, de aliança com determinados setores da burguesia local. Mesmo assim, o desenvolvimento da luta de classes na Venezuela nos últimos anos, a resistência popular nas ruas contra o golpe em 2002, o caráter  nacionalista das forças armadas, consequência desse processo, transformaram o país em uma forte resistência aos interesses do imperialismo.

Por outro lado, os norte-americanos deixam transparecer, como já falamos, a sua crise total. Se em 1960 eles foram derrotados por uma revolução em Cuba, agora não conseguem se impor nem mesmo sobre um governo que não é fruto de uma revolução, mas nacionalista.

A crise do imperialismo norte-americano é um reflexo da crise do capitalismo de um modo geral. Os capitalistas são forçados a adotar uma política de rapina contra os povos oprimidos para manterem a sua sobrevivência. É preciso seguir o exemplo de Cuba e da Venezuela e opor uma luta real contra os interesses imperialistas. Uma luta que tenha como objetivo o socialismo, a expropriação da burguesia tanto local, como internacional.