Para derrotar Bolsonaro
Debatemos nesse artigo as posições de Ricardo Capelli, secretário do governo do Maranhão, onde defende uma frente ampla eleitoral para “derrotar” Bolsonaro
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
centrão
Bolsonaro e o centrão. Imagem: reprodução |

O ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e atual secretário da representação do governo do Maranhão em Brasília, Ricardo Capelli, publicou um artigo neste sábado (23/05) intitulado O vídeo dos 30%: é pouco? onde apresenta e defende de maneira bem aberta a frente ampla com setores golpistas e contra a ideia da fragmentação da esquerda que vamos debater neste artigo.

O artigo diz que “O PT marchou afirmando que Moro não sabe o que são provas, desmoralizando a narrativa do ex-juiz sobre a reunião. Os companheiros buscam sua suspeição no STF e a anulação das condenações de Lula. Jogaram o jogo Lula 2022”. Em primeiro lugar o que isso quer dizer? Seria uma proposta para o PT deixasse de denunciar as falcatruas e perseguições de Sergio Moro contra a esquerda e, em especial Lula, e limpasse a barra de mais um golpista que sai do governo com divergências secundárias ou por ver que o barco de Bolsonaro está afundando. E mais ainda, rifasse a principal personalidade da esquerda brasileira como o ex-presidente Lula, amplamente rejeitado pela direita golpista arrependida batizada recentemente de “centrão” para esconder seu passado sujo.

Outro ponto do artigo de Capelli diz que “A fragmentação favorece o capitão. A ameaça autoritária acabará impondo uma concertação das oposições? Os sinais são preocupantes. Ciro e Lula já assinaram os termos de uma separação litigiosa”. Essa afirmação é um complemento da anterior porque defende abertamente a frente ampla e sugere abandonar o principal entrave da frente ampla com a direita que é Lula, que é intragável para a burguesia golpista, ou “centrão” ou “direita civilizada”, como Ciro Gomes ou Fernando Henrique Cardozo.

Em primeiro lugar nesse caso não poderia ser discutido como fragmentação da esquerda com o exemplo de Ciro Gomes, elemento da direita tradicional na política brasileira. Outro ponto é que a unidade proposta pela frente ampla requer a eliminação política do principal representante da esquerda nacional.

Essa proposta de frente ampla com uma candidatura única seria puramente eleitoral e visa as eleições em 2022, com isso deveríamos esperar para tirar Bolsonaro somente no fim de seu mandato. Ainda há o agravante de se apoiar em setores da direita deram o golpe e por divergências secundárias se afastaram de Bolsonaro, mas que a qualquer momento podem voltar a apoiar Bolsonaro como o centrão.

A crítica a essa posição deve ser feita porque não é uma frente para lutar, e sim para as eleições. É uma posição que visa não ir até a população e os trabalhadores para serem organizados e derrubar Bolsonaro.

Vivemos em um momento de risco do endurecimento do regime, da pandemia e da crise econômica. Os trabalhadores necessitam de uma frente de luta vá às ruas para enfrentar e derrotar a direita e o governo Bolsonaro.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas