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Instrumento da mobilização

A tendência dos atos: Lula presidente, governo dos trabalhadores

O ex-presidente é a expressão do próprio movimento; sua candidatura é o caminho natural de quem quer o fim do governo

Lula – Foto: Ricardo Stuckert

Redação do DCO

Victor Assis

É fato que as cenas impressionantes do povo chileno se enfrentando duramente com a polícia ou dos norte-americanos tocando fogo nas delegacias ainda não chegaram ao Brasil. No entanto, isso não expressa que o movimento de rua aqui esteja em uma etapa atrasada em relação aos demais. Pelo contrário: nesses países, o que fica evidente é o desespero diante da falta de organizações que possam canalizar a revolta do povo. No Brasil, a mobilização, que explodiu no dia 29 de maio e ainda tem muito por onde crescer, acontece de maneira organizada, consciente.

O Chile é governado por um direitista inescrupuloso, um inimigo do povo. E o povo foi às ruas porque não aguenta mais o governo, é preciso um basta. Assim como os americanos já não aguentam mais o regime. No entanto, essa revolta é incapaz, ainda, de dar lugar a um programa claro. “Fora Piñera” é correto. Mas de aí, para onde vamos? Michele Bachelet, última presidenta de esquerda do Chile, não é tolerada pelos manifestantes. “Fora Trump” também era uma palavra de ordem necessária. Mas para onde correr, uma vez que a única alternativa eleitoral a Trump seria Joe Biden?

No Brasil, o dilema não é tão complexo. Construir um partido dos trabalhadores e independente da burguesia continua sendo uma questão fundamental. No entanto, o programa para a atual etapa já se encontra muito, muito claro para os trabalhadores. Seus inimigos já estão todos eles devidamente identificados com os crachás de “golpistas”. Foram aqueles bandidos que conspiraram contra o próprio país por covardia ou por algum trocado. E sua maior ferramenta para lutar contra seus inimigos também já está identificada e se encontra cada vez mais fortalecida: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dono de uma popularidade impressionante.

Lula teria vencido as eleições de 2018 dentro da cadeia, não fosse a fraude que o tirou da disputa. Lula está sendo perseguido há décadas, mas a burguesia nunca conseguiu apagá-lo da memória dos trabalhadores. Porque ele não é um político burguês qualquer, cuja imagem está fincada em um pântano de artificialidades. Não foi a propaganda da Rede Globo que tornou Lula um líder popular, nem o dinheiro dos capitalistas: foi a mobilização revolucionária contra a ditadura militar.

Assim sendo, o que o movimento que está nas ruas hoje quer não é simplesmente derrubar o governo. Ele quer tomar o governo. Quer que Bolsonaro caia imediatamente e que seja substituído por um general que declare a guerra a todo o regime golpista. Lula, neste sentido, não é um candidato: é a expressão de um programa de luta.

O papel dos setores mais conscientes do movimento operário não pode ser outro a não ser apoiar a candidatura de Lula. Fazer com que sua figura cresça como um elemento chave na mobilização contra o golpe. Para milhões de brasileiros, Lula é alguém por quem vale à pena lutar. Sair de casa, distribuir um panfleto, bater de porta em porta. A campanha por Lula presidente, portanto, é mais um ingrediente para encurralar de vez o regime político.

Os setores atrasados do movimento, que não querem apoiar Lula, que, seja por alguma consideração abstrata, seja por puro oportunismo, querem propor algo diferente, até têm o direito de levar as suas bandeiras. Contudo, impedir que a luta pela candidatura de lula esteja presente nos atos é algo extremamente antidemocrático, um atentado contra o movimento que deve ser energicamente denunciado.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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