Uma manobra farsesca
Capitalistas procuram se passar como grandes lideranças na luta contra a discriminação, uma farsa completa
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João Paulo Lheman, dono da AMBEV, e um dos "paladinos" da lua contra o racismo | Foto: Mastrangelo Reino/Folhapress

As manifestações contra a violência policial e o regime  capitalista, que tomaram as ruas de várias cidades importantes do mundo, serviram como um sinal de alerta para os grandes capitalistas. A revolta, a amplitude e a radicalização do movimento foi uma demonstração clara da cada vez mais profunda falência do modo capitalista de produção. Diante deste fato, empresários e banqueiros de todo o globo passaram a adotar uma política de confusão e desorientação contra a combativa luta que estava sendo travada pelos negros, a juventude e os trabalhadores de um modo geral.

Os donos do capital, diante da dificuldade de conter pela força as mobilizações, adotaram a política farsesca do identitarismo para tentar ludibriar os incautos e arrefecer os ânimos. Uma estratégia, um truque tradicional dos capitalistas, os quais quando não conseguem esmagar um movimento, procuram transportá-lo para demandas distracionistas, confusas, apresentando eles próprios, os capitalistas, como os grandes defensores das causas que eles mesmo combatem.

Vários exemplos deste fato ocorreram nas últimas semanas. Diante das enormes mobilizações, vários monopólios capitalistas anunciaram que iriam aumentar a cota de trabalhadores negros nos cargos de chefia das empresas, como sendo esta uma forma de combate ao racismo. A Uber anunciou há duas semanas que iria triplicar o número de negros na direção da companhia este ano, na mesma linha o presidente do HSBC, anunciou também que o banco pretende dobrar o número de negros nos cargos de chefia.

O que comprova que se trata de uma política geral dos grandes monopólios empresariais, é que várias outras empresas anunciaram medidas semelhantes. A AMBEV, por exemplo, anunciou a contratação de 80 estagiários negros, a Johnson & Johnson e o Banco Citi anunciaram cursos de capacitação para lideranças negras.

Quando se trata de demagogia, o problema do negro não é a única pauta. A corretora XP, por exemplo, formou um grupo interno para treinar lideranças femininas, com o objetivo de aumentar o número de mulheres nos cargos de direção da empresa. Ganhou grande repercussão na última semana, o caso da transsexual brasileira, Thammy Miranda, utilizada como modelo em um comercial para o dia dos pais da Natura.

Como dissemos anteriormente, toda essa tentativa de “dar voz” às minorias por parte dos grandes capitalistas é, na realidade, um grande truque e uma grande farsa na tentativa de ocultarem a verdadeira política de rapinagem, opressão e exploração que praticam todos os dias contra os trabalhadores e os setores explorados, como as mulheres, os negros e LGBTs.

Não há nenhum combate ao racismo, à violência de genêro, ou a transfobia, por parte dos donos do capital. O que há de fato é uma política profundamente reacionária de tentar conter a tendência de luta de amplos setores da população contra o regime capitalista, por meio da chamada política identitária, adotada aqui pelos próprios capitalistas, apresentados como os grandes paladinos da luta contra a discriminação.

É necessário não se confundir com esta manobra. A única forma de colocar um fim ao racismo é derrubando, o cada vez mais deteriorado, regime capitalista. É preciso travar, neste sentido, uma luta sem tréguas contra todos os capitalistas, os mesmo que hoje procuram se passar por bons samaritanos. É necessário ampliara as mobilizações e intensificar a radicalização, este é o único caminho para pôr fim à violência contra todos os setores explorados.

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