A solução final de Witzel para o problema carcerário: “cova a gente cava e presídio, se precisar, a gente bota navio em alto mar”

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Witzel em uma fala na sede da Associação de Oficiais Militares do Rio, mostrou mais um vez o caráter assassino ao qual seu governo se propõe. “Cova a gente cava e presídio, se precisar, a gente bota navio em alto mar”, foi o que declarou quando abortou o tema dos presídios e da criminalidade. O ex-juiz já havia proposto após sua eleição a contratação de snipers para atirar em qualquer sujeito que portasse uma arma nas favelas do Rio, mas para bom entendedor, isso significa qualquer cidadão negro, pois no brasil qualquer objeto na mão de um negro pode ser “confundido” com uma arma. Além dos atiradores de elite, o futuro governador foi a Israel fazer compras com seu grande amigo Eduardo Bolsonaro, atrás de drones que pudessem executar vítimas a distância. A Intervenção Militar no Rio de Janeiro foi desgastante para a população das favelas cariocas;  abusos, estupros, assassinatos etc., Witzel  quer prolongar a carnificina por mais um ano. Não é atoa que foi eleito pelos militares no Rio de Janeiro, numa verdadeira fraude eleitoral, onde passou de total desconhecido para futuro governador do estado do Rio de Janeiro.

A população carceraria Brasileira é a terceira maior do mundo, tendo 726 mil presos, quase o dobro do que pode abarcar. Segundo  Ricardo Carvalho Miranda, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, “Os internos já estão amontoados. No Brasil, a situação prisional é caótica. O que as autoridades não percebem é que, quanto mais incharem as penitenciárias, pior fica a situação. Não é à toa que os presídios são conhecidos como universidades do crime.”, e  dizer que agora vão amontura os presos é redundância, já estão empilhados em células a muito tempo.

A direita promove um verdadeiro extermínio contra os trabalhadores brasileiros, nossas prisões são verdadeiros campos de concentração, onde o cidadão entra sem precisar ter sido julgado ou passou por um julgamento totalmente injusto e arbitrário; passa uma eternidade exposto a doenças como aids e hepatite, sem se alimentar direito, sofre diversos abusos das autoridades, e é posto em contato com facções criminosas que sabem muito bem lucrar com todo o ódio social proveniente dessa experiência no mínimo traumática, crescendo então o números de abandonados pelo sistemas que ingressam nas legiões do crime organizado.

Uma medida imediata que deveria ser tomada seria a libertação de toda a população carcerária brasileira. Se o detido não teve um julgamento justo, e o País não tem estrutura para ter um sistema de recuperação social para aqueles que infringirem as leis, ninguém deve suportar o suplício que nossos presos suportam atualmente. Uma mudança radical no sistema jurídico, na distribuição de renda e no sistema carcerário devem ser prioridade antes do encarceramento de qualquer indivíduo.