Internacionalismo de Cuba
Cuba, graças à revolução, mesmo sendo um país pobre e bloqueado economicamente, consegue enviar médicos para o mundo todo a fim de combater o coronavírus
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At Delmas 33, a camp for displaced Haitians in Port-au-Prince, a woman grimaces as a Cuban doctor administers a vaccination provided by the World Health Organization (WHO).
Médico cubano em missão no Haiti. Foto: UN Photo/Sophia Paris |

Da redação – Reproduzimos nota de solidariedade e denúncia da Associação Cultural José Martí do Espírito Santo, organização de apoio a Cuba.

A solidariedade internacionalista cubana e o criminoso bloqueio imperialista
Vitória, 08 de abril de 2020

A cultura de um povo é sua alma, é como a impressão digital de uma pessoa, capaz de identificá-la dentre os bilhões de habitantes do planeta.

A cultura cubana, forjada ao longo de uma história gloriosa de resistência e autoafirmação diante da opressão colonial e imperialista, primeiro resistindo e depois derrotando o opressor com a vitória da revolução em 1959, gerou no seio do povo um profundo e amplo sentimento de solidariedade que amalgamou o caráter daquela sociedade, dando significado à prevalência do coletivo diante do individual, do amor diante do egoísmo, dá “pátria minha” diante da tentativa de inoculação de valores culturais de pátrias alheias, do essencial diante do supérfluo.

Mas esse sentimento solidário quase que inato, não coube nas fronteiras da pátria de José Marti se expandindo para todo o planeta, chegando a todos os quatro continentes, onde exista um povo, uma nação, um país precisando de apoio, especialmente na assistência à saúde humana após desastres naturais ou durante epidemias ou ainda, simplesmente reforçando o contingente de profissionais de saúde em países com deficit para esse tipo de serviço.

O marco da solidariedade internacionalista cubana teve início na Argélia, em 23 de maio de 1963, apenas cinco anos após a vitória da revolução. Teve inicio ali o o processo de globalização da solidariedade. A primeira brigada oficial de solidariedade foi composta por 29 médicos, 14 enfermeiros e 7 técnicos de saúde.

Sete anos depois, Cuba envia uma brigada formada por médicos e agentes sanitários ao Peru, após um terrível terremoto que atingiu aquele país, causando mais de 80 mil mortos. Ressalte-se que na época o Peru não mantinha relações diplomáticas com Cuba.

Desde então as brigadas de saúde participaram de ajuda humanitária em dezenas de países após catástrofes naturais, epidemias e outras tragédias que se abateram e se abatem sobre populações dos quatro continentes do planeta.

Em episódios mais recentes tiveram atuação fundamental no socorro e assistência às vitimas do terremoto que destruiu o Haiti, no Paquistão, no México, na Indonésia, na luta contra o Ebola na África entre muitos outros exemplos.

No exato momento em que estas linhas são escritas, brigadistas cubanos estão espalhados por diversos países reforçando as ações governamentais locais no combate à Covid-19. Destaca-se a participação de 52 médicos e enfermeiros cubanos que estão na Lombardia, o epicentro da Covid-19 na Itália.

“Estamos com medo, mas temos uma missão revolucionária a cumprir, então pegamos esse medo e colocamos de lado. Quem fala que não tem medo é um super herói. Mas nós não somos super heróis, somos médicos revolucionários”, disse à agência Reuters, Leonardo Fernandez, de 68 anos, médico especialista em cuidado intensivo, a caminho da Itália.

A solidariedade cubana não conhece fronteiras geográficas e ideológicas. Onde for preciso a solidariedade internacionalista, cuba estará presente; onde ninguém mais quer estar, pelos riscos evidentes e iminentes, lá estarão os brigadistas cubanos.

No próximo dia 23 de maio completarão 57 anos desde que a primeira brigada de saúde cubana aportou na Argélia. Desde então mais de 400 mil trabalhadoras e trabalhadores cubanos da área de saúde se espalharam pelo mundo em missões humanitárias. Foram cerca de 100 milhões de pessoas atendidas e 1 milhão de vidas salvas.

Nem mesmo o infame e criminoso bloqueio econômico, comercial e financeiro promovido pelo imperialismo estadunidense e que já dura 60 anos, é capaz de conter a determinação dos cubanos e seu governo revolucionário de continuar sua jornada humanitária pelo mundo afora.

Mas se já achávamos que os governos estadunidenses haviam atingido o limite de sua insensatez ao longo dos 60 anos de bloqueio, nos enganamos. Agora as criminosas ações perpetradas sob as ordens do presidente Trump se expandem para atingir a missões humanitárias promovidas por Cuba em diversos países.

É quase inacreditável que nessa dramática quadra da história da humanidade, onde o mundo enfrente a terrível pandemia provocada pela Covid-19, os EUA pressionem países a rechaçar a ajuda humanitária cubana.

O acirramento do bloqueio torna as condições internas de Cuba muito mais difíceis, mas a revolução não se dobra e segue desenvolvendo todos os esforços internos para conter o avanço da Covid-19, ao mesmo tempo em que mantem sua determinação de continuar prestando cooperação a outros povos do mundo que requisitarem.

A Associação Cultural José Marti no Espírito Santo condena mais uma vez o criminoso bloqueio estadunidense sobre Cuba.

O que o governo Trump está promovendo, com o objetivo de aumentar o sofrimento do povo cubano, na vã tentativa de atingir a confiança no governo revolucionário, passa a atingir outros povos e, por isso, atinge a categoria de crime de lesa humanidade.

Viva a revolução cubana!
Viva o socialismo!
Viva a solidariedade internacionalista!
Venceremos!
Associação Cultural José Marti no Espírito Santo – ACJM/ES

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