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Lula é a principal figura política da classe operária, sendo seu destino responsável por guiar toda a conjuntura política. Ocorre que sua pessoa centraliza toda a reivindicação contra o golpe, colocando a situação política em uma grande polarização, que é evitada a todo custo pela burguesia. Entenda melhor isso ouvindo a Rádio Causa Operária (RCO), que está com o trecho da Análise Política da Semana específico sobre o assunto:

https://soundcloud.com/jornalcausaoperaria/a-situacao-politica-gira-em

“Conforme assinalamos desde o começo, a situação toda gira em torno de um problema muito sério, que é o Lula. Neste momento parece que há uma paralisia por que a prisão de Lula está em suspenso, junto a sua possível candidatura. Tudo isso é o que está no centro da situação política.

É preciso retomar algumas explicações, principalmente diante dos acontecimentos, que é o seguinte: toda a esquerda, inclusive uma boa parte da esquerda petista, está agindo como se tivéssemos uma situação de normalidade, mesmo tendo o golpe de Estado, esta esquerda considera que teremos eleições que poderemos concertar todos os problemas políticos. Se o Lula não puder ser candidato, pensam em lançar outro candidato para disputar democraticamente o futuro do país. Isto é um conto de fadas, não tem eleições democráticas alguma, pois o que a burguesia busca é montar uma fachada para legitimar o candidato de direita.

Uma declaração do presidente da Riachuelo, uma pessoa realmente envolvida com o golpe, mostra que o mercado não quer um candidato de centro, quer um candidato de direita. Se pensarmos que no Brasil o centro já é quase de extrema-direita, pode-se imaginar o que a burguesia está querendo. Pensando que o Dória é considerado um candidato de centro, quem seria o candidato de direita? Teria que ser uma pessoa que vai além do Adolf Hitler. Assim, é bom interpretar bem o que está sendo dito: a burguesia quer um candidato tipo Bolsonaro ou mais direitista, pois sabem que não é possível colocar o plano golpista sem uma mão dura, sem repressão.

A primeira coisa que devemos dizer é que não tem eleição, pode ser que nem mesmo o ritual ocorra, mas mesmo que tenha votação, a eleição vai ser um ritual para consagrar este candidato de direita. Não podemos ter dúvida disso, sendo que a única coisa que quebra este esquema é a candidatura do Lula por ter a vantagem de fazer aquilo o que toda a burguesia quer evitar, a polarização do país.

A candidatura do Lula serviria para separar a esquerda da direita, dividindo o país em um enfrentamento entre a política de guerra contra a população e uma política operária, mesmo muito confusa do ponto de vista programático. Isso foi inclusive explicado pelo ex-candidato de esquerda, Ciro Gomes, que falou que temos que acabar com a divisão do país entre coxinhas e mortadelas e unificar todo mundo. Entretanto, unificar todo mundo é unificar todos detrás da direita, significaria que o povo fica calado e a direita governa sem que hajam protestos.

O problema da polarização para a burguesia é que se a eleição for polarizada é que se a direita ganha a eleição, o candidato dela será extremamente polarizado. O que vai levar o país a uma enfrentamento muito grande do povo contra o governo. Esse é o problema todo, no que diz respeito as eleições, a única coisa real é isto.

Observando a candidatura do PC do B, a mais caricata, Manuela colocou que precisamos de um programa que dê uma saída para o país. Programa não dá saída para nada, como é que o programa daria uma saída para o país. A única resolução dos problemas é através da luta das forças políticas do país. Assim, o debate da indústria da quarta geração colocado pelo PC do B é um debate acadêmico, sendo generoso. É todo um debate sem pé nem cabeça, sendo todos os candidatos da esquerda seguindo a mesma linha. Programa é só um disfarce para que um oportunista apareça na eleição e ganhe um ministérios, pois não serão estas palavras que irão mudar a situação.

Ciro Gomes vale tanto quanto a defesa que fez contra o golpe de Estado, sendo que agora se percebe que ele está fazendo todo o esforço para ser o candidato do golpe. Lula, de maneira muito amigável, disse isso na entrevista dada A Folha, em que disse que se o Ciro Gomes vai para o pleito brigando com o PT, ele quer ser candidato do PSDB. A eleição terá a direita golpista contra o PT, o que mais pode acontecer. Ao menos que acreditemos na fábula de que o povo sairá para a rua para apoiar o candidato A, B ou C, a situação dada é esta.

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