A série “Trotsky” da Netflix é parte da campanha internacional contra o marxismo

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Ao referir-se ao atentado sofrido, em 1918, pelo líder do partido Bolchevique e chefe de governo da então recém criada República Soviética Russa, Vladimir Lenin, o criador do exército vermelho, o revolucionário Leon Trotsky, escreveu: “Não será difícil imaginar toda a violência de ódio concentrado que está figura suscitou e suscitará em todos os inimigos da classe operária. Pois a natureza agiu bem quando fez encarnar num só homem a imagem do pensamento revolucionário e a energia indomável do proletariado”.

Desta violência e ódio dos inimigos da classe operária  também foi, e ainda é sua memória, vítima o próprio Trotsky, como defensor e continuador do marxismo-leninismo e exemplo revolucionário para os oprimidos do mundo inteiro. Hoje, contudo, violência e o ódio apresentam-se sob os auspícios da calúnia, da difamação, da mentira sobre sua personalidade.

A série Trotsky, produzida por um canal russo e difundida pelo Netflix é um exemplo e faz parte da campanha caluniosa contra o marxismo da parte da burguesia imperialista e seus aliados. Uma campanha de calúnias internacional, ampla e permanente. Nesta campanha centenária, bibliotecas inteiras foram escritas, rios de tinta gastos, milhares de teses em universidades mundo afora realizadas, tudo para difamar Marx e Engels, para manchar a imagem de Lênin, para caluniar Trotsky. No campo audiovisual um sem número de documentários e filmes foram produzidos com esse mesmo objetivo.

A série por atingir um grande número de espectadores no mundo inteiro gerou maior debate e também repulsa, diversos intelectuais e ativistas políticos do mundo inteiro, inclusive o neto de Leon Trotsky, assinaram um manifesto condenando a série, como mentirosa, caluniosa, absurda e totalmente fora da realidade. Os produtores em sua defesa afirmam não tratar-se de uma série histórica, mas de ficção. A direita quer apresentar a série como a mais sublime verdade.

O roteiro da série, contudo, obedece as centenas de biografias mentirosas dos historiadores burgueses, acrescidas de um sem número de embustes estalinistas contra o revolucionário bolchevique-leninista. Ambição, falta de ética, desejo de poder e riqueza, etc., constituem as “causas”, para os intelectuais da burguesia, da atividade revolucionária de Trotsky. 

Essa campanha de calúnias contra os maiores líderes revolucionários que a classe operárias produziu tem evidentemente um sentido político: por meio do ataque pessoal pretende-se desacreditar a ideologia, o marxismo, que anima a luta revolucionária da massas pelo comunismo, assim como colocar setores da esquerda na defensiva em relação ao marxismo.

Cumpre papel fundamental nesta campanha sórdida de calúnias a tentativa de afogar no mar de mentiras e difamações, a extraordinária atualidade e correção da política revolucionária proposta por Trotsky, sobretudo, no que diz respeito a luta contra extrema-direita e a inevitabilidade da revolução e do socialismo diante da crise capitalista. Mesmo com toda a campanha fracassada da burguesia, os exemplos e a política de Marx, Engels, Lenin e Trotsky permanecem inabalados para os revolucionários e para massas oprimidas do mundo inteiro.