Contra o imperialismo
Porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov denunciou o boicote criminoso dos Estados Unidos contra seu país
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Dmitri Peskov | Foto: Reuters
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Dmitri Peskov | Foto: Reuters

A Rússia defenderá devidamente seus interesses nacionais diante da imposição de novas e ilegais sanções pelos Estados Unidos contra mais de 40 entidades legais deste país, disse hoje o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

As sanções para proibir a compra de vários produtos estadunidenses, inclusive na esfera de alta tecnologia, por empresas russas, constituem um novo ato hostil de Washington, considera o porta-voz.

Não podemos deixar de lamentar que outra administração presidencial estadunidense que sai prefira piorar as já deterioradas relações entre os EUA e a Rússia, disse Peskov, aludindo aos danos causados em 2016 pela equipe do então presidente democrata Barack Obama.

Por seu lado, Dmitri Rogozin, chefe da corporação estatal Roskosmos, descreveu as restrições à exportação de produtos para os Estados Unidos por empresas aeroespaciais russas como estúpidas e ilegítimas.

Entre as 41 pessoas jurídicas incluídas na lista apresentada pelos Estados Unidos, algumas se destacam, como o Centro de Progresso Cósmico e de Foguetes ou o principal instituto da corporação TNIImash, com o qual o Centro de Direção de Voos trabalha.

A corporação Rostej, que compreende conglomerados que produzem helicópteros, aviões e armas de exportação, disse que sua inclusão na lista é um gesto abertamente hostil de Washington e um estímulo para fortalecer seu trabalho.

A lista também inclui 58 pessoas jurídicas chinesas, incluindo empresas e corporações de alta tecnologia de outras esferas do gigante asiático. A justificativa geral de Washington é que todos eles são consumidores de produtos militares.

No caso da Rússia, inclui também o Serviço de Inteligência Estrangeira, o Ministério da Defesa, a Direção Principal do Ministério do Interior na província de Nizhegorod, a corporação Irkut, produtora das aeronaves MC-21, e a Fábrica de Helicópteros Kazan.

A lista também inclui a Companhia Unida de Aviação Sukhoi. Na época, o presidente Vladimir Putin denunciou que os Estados Unidos, de forma desavergonhada, utilizam sanções para eliminar concorrentes em diferentes setores onde não conseguem manter um monopólio.

Desde 2016, a administração do Presidente Donald Trump aplicou mais de 50 pacotes de restrições contra a Rússia.

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