Abaixo os patrões
A continuidade da greve mostra a disposição de luta dos trabalhadores, mas para conquistar a readmissão dos 747 é preciso passar à ofensiva e ocupar a fábrica
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
2020.08.04 Base vs Direção dos Metalúrgicos
Asssembleia dos metalúrgicos da Renault que aprovou a greve | Reprodução: Sindicatos dos Metalúrgicos da Grande Curitiba

Nesta segunda (3), os metalúrgicos da Renault de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, aprovaram a continuidade da greve por tempo indeterminado pela readmissão dos 747 trabalhadores demitidos pela empresa no último dia 21 de julho.

A posição é correta e mostra uma disposição de luta muito grande por parte dos metalúrgicos, que não aceitaram o rebaixamento salarial, mesmo tendo sido induzidos a esse caminho pela política de sua direção. Isto porque a Força Sindical, central que dirige o sindicato, defendeu a aprovação da MP 936…

A Renault é inimiga dos trabalhadores!

Como se não bastasse defender o rebaixamento salarial, a direção do sindicato, através de seus textos e transmissões ao vivo, propaga a ideia de que os patrões e seus representantes não são todos inimigos dos trabalhadores. Segundo o próprio presidente, Sérgio Butka, em vídeo, o problema foi a mudança da direção da empresa, que trouxe um aumento dos ataques contra os trabalhadores. A ideia é um tanto absurda, dá a entender que antes estava tudo bem entre patrões sanguessugas e trabalhadores explorados quase em regime de escravidão.

A análise do presidente do sindicato, que também é presidente da Força Sindical no Paraná, é uma “história para boi dormir”. “Tudo estava bem até que a direção mudou, demitiu quase 800 trabalhadores, entre os quais estão pessoas com coronavírus, com cirurgias e tratamento médicos marcados ou em andamento, etc.” Isso tudo em plena pandemia e crise econômica brutal.

É como se achasse que os trabalhadores vivessem num país que não sofreu o golpe de Estado de 2016 e fraude eleitoral de 2018. Que não sofreu da violência da burguesia imperialista norte-americana, que financiou a derrubada do governo e a destruição da economia nacional em prol do interesse das suas empresas e sua economia.

Foi com a MP 936, em que o governo Bolsonaro permitiu o rebaixamento salarial, que a Renault viu sinal verde para atacar os trabalhadores!

Nenhum acordo com os patrões! A readmissão dos 747 e a manutenção dos direitos de todos os 7.300 só virá com a derrota dos capitalistas da Renault! Para isso, é necessário radicalizar o movimento, superar a orientação política capituladora da direção da Força Sindical e ocupar a fábrica!

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas