Frente ampla
As manobras eleitorais da frente ampla só possuem um objetivo: manter o regime dos golpistas
Ato virtual, com golpistas das mais variadas cores | Foto: Reprodução

No último período se desenvolveu uma junção política, natural às vésperas de uma eleição, da esquerda pequeno-burguesa com a direita tradicional, dona dos rincões eleitorais, e, no atual estágio, responsável pelo golpe Estado, sua operação e manutenção.

É a chamada frente ampla, que busca, através de elementos esquerdistas, dar uma cobertura democrática ao processo político eleitoral, para corroborar as posições tradicionais dos golpistas, da direita. 

Em São Paulo, essa manobra se deu através da pessoa de Guilherme Boulos (PSOL), que já esteve em um ato “em defesa da democracia, da vida…” com Fernando Henrique Cardoso, Alckmin, Luciano Huck e outras cobras, e, agora, é candidato à prefeitura de São Paulo, tendo com vice, Luiza Erundina. 

A ideia é que essa frente ampla, que detém as mais variadas razões sociais, “direitos já”, “somos democracia”, etc, se organize até as eleições de 2022, para apresentar uma candidatura direitista, que mantenha o golpe, seus ataques, que mantenha todos os efeitos do golpe de Estado, e, em especial, estrangule o PT, daqui até lá.

Os jargões, “esperança”, “futuro”, “vida”, a defesa abstrata das reivindicações do povo, e outros, sem mobilizar uma única pessoa, é uma prática comum da frente ampla, pois não pode entrar nos problemas profundamente, até porque alguns dos seus componentes são responsáveis pelo atual estágio de coisas.

Guilherme Boulos, por exemplo, fundou a Frente Povo Sem Medo, para criticar os “ajustes” de Dilma Rousseff, quando, no mesmo instante, a ex-presidenta estava sendo alvo de um ataque que resultou em sua deposição. Na mesma época, foi fundada a Frente Brasil Popular, que lutou contra o impeachment, frente da qual o PCO fez parte.

A crítica aos “ajustes” de Dilma tinha objetivo de agradar alguns setores golpistas, éticos, que, tempos depois, viriam a tomar de assalto o Poder Executivo. E, ao mesmo tempo, fazer demagogia com o povo, dizendo que protegem os interesses populares, que estão preocupados com alguma coisa. Também assim nasceu o “movimento” não vai ter Copa, tão querido dos golpistas de verde e amarelo.

Essa manobra precisa ser duramente denunciada. E deve ser denunciada com a imprensa operária e com manifestações de rua, que coloquem em xeque o regime de conjunto, especialmente os golpistas, que agora se disfarçam de democráticos, com a cobertura de esquerdistas como Guilherme Boulos.

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