Demissão em massa
A promessa de liquidação do Estado brasileiro começa em 2021 com mais força
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Fachada Banco do Brasil, em Brasília (DF) | Foto: Senado Federal
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Fachada Banco do Brasil, em Brasília (DF) | Foto: Senado Federal

As grandes empresas, no geral, têm interesse muito forte em eliminar a concorrência por qualquer método, um desses é comprar o concorrente. Assim ficam em maior vantagem junto aos outros concorrentes. 

Quem compra uma empresa, acrescenta ao seu patrimônio existente a carteira de clientes, dos negócios, instalações, recursos tecnológicos e os lucros que a empresa gera. Neste caso, o Banco do Brasil apresentou, segundo seu balanço financeiro publicado no portal ADVFN, R$ 1,84 trilhões em Ativos, Patrimônio Líquido de R$ 112,09 bilhões que teve aumento de 6,9% em um ano e ainda apresentou Lucro Líquido em 12 meses de R$ 15 bilhões. Não dá pra dizer que está quebrado o banco, dá?

Como nos últimos cinco anos, o Banco fechou 1.058 agências, demitiu 17 mil bancários, deixou de investir no maior negócio do banco que é o crédito ao pequeno produtor rural e mesmo assim apresenta solidez. Já fica claro que a política da direção do Banco em obediência à decisão do governo brasileiro demonstra a intenção de reduzir a participação da instituição no mercado, favorecendo a concorrência.

O jornal UOL Economia traz matéria onde os funcionários do Banco do Brasil cobram da direção, através de seu órgão a ANABB (Associação Nacional dos funcionários do Banco do Brasil), que sejam revistas as medidas de fechamento de agências e as 5 mil demissões anunciadas. Enviaram carta ao presidente André Guilherme Brandão dizendo que percebem uma “cortina de fumaça” para ocultar a intenção de privatização do Banco.

Dizem que essa política de esvaziamento da atuação em áreas chave para o banco e a venda de patrimônio resulta em enfraquecimento do BB no mercado. Irá sobrecarregar os colaboradores e estará na contramão do papel histórico e institucional do banco na economia brasileira.

Já o jornal Rede Brasil Atual destaca conversa na reunião ministerial de 22 de abril de 2020, onde o ministro Paulo Guedes afirma que o Banco do Brasil é um caso pronto para privatizar, e o ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, diz para o estado aproveitar a pandemia para “passar a boiada” do desmonte do estado. O Guedes reclama que está pronto mas eles não estão dando esse passo.

E então em 2021 o Paulo Guedes começou o ano fazendo passar a boiada, anunciando as 5 mil demissões, algumas com programa de demissão voluntária, e fechamento de 361 agências, sendo a grande maioria de postos de atendimento. 

Trata-se do desmonte do papel do Banco do Brasil nas palavras do secretário jurídico do sindicato dos bancários de São Paulo, João Fukunaga, em entrevista no site da CUT. Ele diz ainda que deixar de atender o produtor rural de alimentos, afetará as merendas escolares. 

Trata-se de promessa em campanha eleitoral que levou ilegitimamente esse governo de fascistas ao controle do estado burguês brasileiro, conivente com a burguesia imperialista mundial. A promessa era de privatizar tudo. E como não conseguem fazer de imediato, graças à ruptura interna do estado ocasionada pelo medo de convulsões sociais, greves, etc., eles vão fatiando as empresas e vendendo aos poucos o patrimônio público, enfraquecendo essas empresas para venderem barato ao capital estrangeiro imperialista.

Esse é o mecanismo que está por trás do Banco do Brasil, da Caixa Federal, dos Correios, da Embratel e tantas outras. É a liquidação do estado brasileiro, que trará o agravamento do nível de desemprego, fome e miséria para a classe trabalhadora.

A justificativa que o Estado apresenta para privatizar é completamente vazia e bastante antiga, dizendo que é ineficiente, quando não é. Como precisam privatizar a qualquer custo, enfraquecem a empresa, vende por partes e quando fica quase inoperante, vendem todo o resto com a alegação de que é ineficiente.

Basta analisar o balanço do BB, onde o patrimônio é na casa dos trilhões, lucro líquido de R$ 15 bilhões nos últimos doze meses. Tudo isso em meio a perda de mais de mil agências e 17 mil funcionários, se tivessem sido mantidos o resultado teria sido muito maior.

O banco é de fundamental importância na economia e na política do governo para desenvolver o país, com a venda, os produtores de alimentos ficaram prejudicados, bem como a produção, e todo o povo pagará caro pelo aumento de preços por falta de política de financiamento da produção.

Curioso é que o sindicato reclama superficialmente das medidas, pedindo para a direção rever. O mais acertado seria mobilizar a categoria e ir para a paralisação por tempo indeterminado até ser revogada a medida de demissões e o fechamento de agências e, mais importante, que não seja privatizado o Banco e nenhuma outra estatal.

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