Paulo Guedes / Economista do Bolsonaro

O governo golpista de Bolsonaro eleito pela fraude e manipulação não se faz de rogado quando se trata de deixar às claras o seu objetivo de destruir a economia nacional em favor do capital norte-americano, dos grandes bancos e do grande capital a eles associados.

Recente matéria do jornal Valor Econômico reproduz declaração do secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, confirmando o desejo de fatiar e vender de empresa subsidiárias do BB, da CEF e da Petrobrás.

Em sua fala no evento, Sallim Mattar afirmou que “não há por que o Banco do Brasil ter um banco de investimento, por exemplo”.

A declaração vem ao encontro à negociação que está em curso desde o ano passado entre a direção do Banco do Brasil e o fundo de investimento norte-americano BlackRock, sobre a venda da BB DTVM, a maior gestora de fundos de investimentos do País, com cerca de 1 trilhão em ativos.

Política semelhante está em discussão com relação à Caixa. Segundo levantamento do governo, a venda de participação em cinco subsidárias poderiam render até 60 bilhões de reais, são elas: Caixa Seguridade, Caixa Cartões, Caixa Loterias, Caixa Banco Digital e Caixa Gestão de Recursos.

A política de rapina do governo golpista de bolsonaro está expressa na declaração do ministro da Economia Paulo Guedes, de “seria melhor vender o BB enquanto vale alguma coisa”. Ou seja, para o ministro liquidação do Banco do Brasil é apenas uma questão de tempo.

Primeiro vão entregar tudo que tem de rentável nos bancos oficiais. É uma falácia falar em “60 bilhões de reais”. Os bancários, principalente os mais antigos, sabem muito bem como foram as privatizações dos bancos estaduais durante o governo FHC. O “filé mignon” foi vendido a preço de banana, a parte pobre (dívidas de grandes empresários) ficou com o governo, os bancários durante todo o processo foram demitidos em massa e em seguida os bancos foram liquidados.

Paulo Guedes e seus prepostos à frente do BB e da Caixa sabem muito bem o que querem. No jargão da política econômica são “inspirados” pelos Chicago boys, grupo de economistas chilenos na época da ditadura fascista de Pinochet, que depenaram o país em favor do imperialismo norte-americano.

Guedes é aquele que pretende acabar com a Previdência Pública no Brasil para deixar nas mãos dos banqueiros a sorte de milhões e milhões de brasileiros. Não é à toa que entre as pérolas que pretende impor ao povo estão o fim das férias, o fim do direito ao 13º salário e o fim do FGTS.

Os anos de golpe com Temer e agora nos poucos mais de 40 dias na sua versão fascista com Bolsonaro já demonstrou para uma camada expressiva dos trabalhadores e de suas organizações que só há um caminho para fazer frente ao desmonte do país e à miséria que querem colocar o povo brasileiro: é a mobilização e a luta para impor uma derrota total ao golpe de Estado.

Para isso, é preciso que a luta comum das categorias estejam vinculadas a uma luta mais geral do povo trabalhador. Nesse sentido, as lutas contra as privatizações dos bancos públicos, contra as demissões e contra o arrocho salarial no setor bancário devem estar ligadas às lutas contra a “Reforma” da Previdência, pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas e pela liberdade de Lula, a maior expressão política do país contra o golpe de Estado e todas as suas consequências.