Um genocídio em marcha
Não se faz absolutamente nada para combater a pandemia

Por: Redação do Diário Causa Operária

Nesta terça-feira, o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta participou da TV 247 e destacou os problemas fundamentais da atual etapa política. Como apresentado, a direita faz jogo de cena, usa e abusa de cinismo aproveitando a completa inépcia do Bolsonaro em relação da pandemia. Não se trata de uma crítica ao bolsonarismo, mas uma campanha de tipo eleitoral visando as eleições de 2022. Elementos ligados aos grandes capitalistas como é o caso do Luciano Huck aproveitam a ocasião para fazer supostas críticas ao governo que eles ajudaram a eleger.

Além disso, Rui destaca que há uma manobra dentro do PSDB para minar as chances de João Doria, governador de São Paulo. Pesquisas indicam que Doria não seria capaz de derrotar Bolsonaro. Como também, existe uma luta política dentro do PSDB para controlar o partido. Ao dizer que lançaria o Haddad, o PT dificultou os planos da burguesia. Desde o início, a tentativa de fazer o PT apoiar um candidato da direita era um dos principais objetivos do bloco golpista da burguesia.

Objetivando as eleições de 2022, algumas reputadas figuras políticas deram as caras nessa semana. O golpista Ciro Gomes, por sua vez, foi um dos destaques. Seu objetivo está claro e foi declarado pelo próprio falastrão. Segundo ele, sua tarefa é “tirar o PT do segundo turno”. Antes de tudo, é importante dividir as forças políticas em blocos políticos determinados. Nesse sentido, ao considerarmos um bloco geral da política burguesa, podemos ver que o Ciro Gomes e o PDT fazem parte do bloco da burguesia. O objetivo em 2018 era dividir os votos do PT e facilitar a entrada de algum candidato da burguesia. Ciro já disse que sua função é tirar o PT do 2º turno das eleições e já vem sinalizando apoio com o DEM e o PSDB. A preocupação da direita é tirar o PT da eleição. A burguesia não abriu e nem abrirá mão de ter um candidato próprio; e, caso não tenham, apostarão no Bolsonaro.

Na realidade, não se fez absolutamente nada para combater a pandemia. O problema, no entanto, não se resume ao Bolsonaro; o presidente fascista deu a linha para que os governadores e prefeitos não fizessem nada. Setores como o transporte coletivo estão sempre lotados, governadores estão reabrindo as escolas, não há a mínima perspectiva de vacinação para a população etc. Com mais de 250 mil mortos na conta, os governantes estão forçando um lockdown para encobrir a falta de um plano de imunização. Não adianta apenas fazer lockdown; é preciso um programa de vacinação em massa. Seria preciso decretar uma situação de emergência com vacinação massiva. Decretar o lockdown sem auxílio emergencial e sem um plano econômico para garantir as pequenas empresas, autônomos etc., só servirá para aumentar a crise. Além do lockdown, qual seria o plano do governo? Seria somente: fique em casa 15 dias e depois volte à normalidade? Obviamente, não há a mínima condição de implementar isso.

Está claro que há uma guerra política e econômica em relação à vacina. Já existem ao menos cinco vacinas disponíveis. Por que até hoje o governo não realizou compras em massa dessas vacinas. A Sputnik V já está sendo utilizada em larga escala na Rússia e em outros países. Por que não a utilizam no Brasil? Existe algum acordo entre o governo e alguma indústria farmacêutica? O governo não quer gastar dinheiro com a população? A única saída para a crise é uma ampla mobilização popular contra o governo, exigindo um programa de vacinação em massa o mais rápido possível.

Outro ponto abordado foi o da denúncia feita pelo jornal estadunidense The New York Times do escândalo envolvendo Sergio Moro e a Lava Jato. Neste ponto, Rui destacou que há uma operação política buscando encobrir a farsa da Lava Jato para que a bomba não exploda no colo dos golpistas. Isso não quer dizer que o jornal imperialista passou a ser democrata. Esse, portanto, é um mero truque para encobrir a crise que se desenvolve no país. O regime político está desmoronando, a pandemia avança sobre a população levando a carestia e o desemprego com a intensificação da crise econômica. A única forma de reverter o quadro social do país é através de uma ampla mobilização popular. Como tarefa central, mais uma vez, é preciso derrubar Bolsonaro e todos os golpistas.

Send this to a friend