Demagogia da imprensa burguesa
Política de Biden é a mesma de Trump: submeter a América Latina ao domínio dos EUA através da manutenção dos governos golpistas e de mais golpes de Estado.
Joe-Biden
Outra face do imperialismo, Joe Biden. | Foto: Reprodução
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Outra face do imperialismo, Joe Biden. | Foto: Reprodução

”Pela primeira vez na história podemos vislumbrar realmente um hemisfério ocidental seguro, democrático e com uma classe média, do norte do Canadá ao sul do Chile e nos lugares entre os dois”, disse Joe Biden em um discurso na Universidade Harvard, em 2014. O partido republicano foi eleito com Trump, mas a demagogia dos democratas, neste caso o candidato presidencial Joe Biden em relação a América Latina, segue a mesma.

A imprensa burguesa nacional e internacional representadas por veículos como O Estadão e The Economist já fazem uma forte demagogia com os latinos sobre a campanha eleitoral de Joe Biden, quando na verdade a política dele é a mesma de Trump: submeter a América Latina ao domínio dos EUA através da manutenção dos governos golpistas e de mais golpes de Estado para pilhar esses países em favor dos grandes monopólios.

Nada disso é segredo para os povos latino-americanos pois uma porcentagem dos que manifestam uma opinião favorável a respeito dos EUA caiu de 60%, em 2015, para 45%, em 2017, segundo o Pew Research Centre. Os números devem ser muito maiores, pois os imperialistas são muito mais odiados pelo povo. É preciso lembrar que sequência atual de golpes de Estado no Continente foi iniciada pelos democratas, com Barack Obama desde o golpe em Honduras em 2009. Então não se trata de uma política de Donald Trump e sim do imperialismo de conjunto norte-americano.

Frente as duas faces do imperialismo mundial, a imprensa imperialista propaga Biden como uma oposição democrática a Trump, omitindo que Biden é uma ameaça igual ou maior. O caso Obama, de quem Biden foi vice, mostra que a demagogia do Partido Democrata com os negros e latino-americanos não beneficia o povo de maneira alguma.

Não é a toa, por exemplo, que a própria base eleitoral de Bernie Sanders, representante da ala esquerda do partido democrata e que desistiu da candidatura para apoiar Biden, decidiu não apoiar o candidato. Deixando-se levar campanha imperialista de que qualquer candidatura que se coloque contra Donald Trump seria favorável para a esquerda, Sanders justificou a capitulação porque a disputa se tornara matematicamente impossível. No chat do canal durante o pronunciamento de Bernie, a palavra de ordem era Never Biden (Biden Nunca) o que deixa muito explícito que quem apoia Sanders não se mostra disposto a apoiar a candidatura pró-imperialista de Joe Biden.

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