A polícia de hoje é uma herança da ditadura militar, como revela o ex-infiltrado japonês da Federal

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O agente da golpista polícia federal Newton Ishii, que ficou conhecido nacionalmente como japonês da Federal, revelou em uma entrevista a um programa, Conversa com Bial, da também golpista rede Globo, que fora um infiltrado durante a ditadura militar. Ishii atuava em diretório estudantil, como infiltrado, sua função a princípio era informar os órgão de repressão as atividades consideradas subversiva pelos militares. Uma peça fundamental na maquina de repressão, tourtura e assassinatos montados pelos militares contra o povo brasileiro.

Essa confissão é útil para mostrar quem são os heróis da direita. Newton ishii é um desclassificado, uma escória, cujos crimes contra o povo são incalculáveis. Quantos jovens foram assassinados por sua causa? e quantos foram sido torturados por causa deste indivíduo?

No entanto, essa confissão coloca outro aspecto do problema da violência do Estado contra o povo, quer dizer, o das instituições policiais em geral. Ishii não cometeu crimes contra o povo no passado apenas, ele continuou a cometê-los durante todo o período dito democrático e em particular durante o golpe de 2016, atuando em instituição policial.

Nem de longe é o único. Os torturadores e assassinos do povo, essa poeira de humanidade do período da ditadura militar fora incorporada ou permaneceu nas instituições policiais, os mesmo que torturavam e matavam o povo sob a cobertura dos militares continuaram sob a cobertura das instituições policiais legais, em nome da “segurança pública” ou da “guerra às drogas”. Também esses mesmos, e os que comungam de sua ideologia torpe, que participaram e apoiaram o golpe de 2016.

Essa confissão breve revela muito sobre o espírito das polícias no Brasil e também sobre o espírito da burguesia a quem servem. Instituições formas por verdadeiros criminosos, torturadores, estupradores, assassinos, participantes ativos ou saudosos e ditadura e seus descendentes. De outro lado, mostra a animosidade da burguesia contra o povo, que cria e incita estas instituições verdadeiramente fascista e racistas atuarem contra o povo.

As Polícia brasileiras são resquícios, o que sobrou e se consolidou da ditadura militar no regime político. Uma sociedade minimamente democrática não pode conviver com a polícia brasileira, para que haja direitos para povo é necessário a completa e total extinção destas instituições assassinas. Só a força do movimento operário, camponês e popular pode por fim a este ninho de serpente, que é a força material mais preciosa da burguesia para que possa manter sua dominação.